SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2024
Mãe leva seu filho lactente à consulta de puericultura e relata que está amamentando, exclusivamente, desde o nascimento. Ela relata dor, vermelhidão e calor na mama direita associada à febre há 48 horas. Considerando o diagnóstico provável de mastite, qual orientação deve ser dada com relação ao aleitamento do bebê?
Mastite puerperal → manter amamentação + esvaziamento mamário + antibiótico.
A mastite puerperal é uma inflamação da mama, geralmente infecciosa, que não contraindica a amamentação. Pelo contrário, o esvaziamento eficaz da mama é parte fundamental do tratamento, ajudando a aliviar a congestão e a remover o agente infeccioso. A interrupção da amamentação pode piorar o quadro e levar a complicações como abscesso.
A mastite puerperal é uma condição inflamatória da mama que afeta mulheres lactantes, geralmente nas primeiras semanas ou meses pós-parto. É caracterizada por dor, vermelhidão, calor e inchaço em uma área da mama, frequentemente acompanhada de febre e mal-estar. A etiologia é multifatorial, mas a estase láctea e a infecção bacteriana (geralmente por Staphylococcus aureus) são os principais fatores. A orientação mais importante em relação ao aleitamento materno durante a mastite é que ele deve ser mantido. A amamentação ou ordenha frequente e eficaz da mama afetada é fundamental para o tratamento, pois ajuda a desobstruir os ductos, reduzir a estase láctea e drenar o leite infectado. A interrupção da amamentação pode piorar a condição e aumentar o risco de formação de abscesso. O tratamento inclui medidas de suporte como compressas mornas, analgésicos e anti-inflamatórios. Se houver sinais de infecção bacteriana (febre, sintomas persistentes por mais de 24 horas), antibióticos como cefalexina ou cloxacilina são indicados, sempre compatíveis com a amamentação. A cultura do leite só é recomendada em casos de mastite recorrente, não responsiva ao tratamento inicial ou em casos de alergia a antibióticos comuns.
Os sintomas clássicos incluem dor, calor, vermelhidão e inchaço em uma área da mama, geralmente unilateral, associados a sintomas sistêmicos como febre, calafrios e mal-estar.
Manter a amamentação é crucial para promover o esvaziamento eficaz da mama, o que ajuda a aliviar a congestão, reduzir a inflamação e prevenir a progressão para um abscesso. O leite materno não é prejudicial ao bebê.
O tratamento inicial envolve o esvaziamento frequente e eficaz da mama (amamentação ou ordenha), compressas mornas, analgésicos e, se houver sinais de infecção bacteriana (febre, sintomas persistentes), antibióticos compatíveis com a amamentação.
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