INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Uma puérpera, 14 dias pós-parto vaginal, que vem amamentando exclusivamente seu bebê, procura uma unidade básica de saúde referindo dor em mama direita.Ao exame, evidenciam-se pressão arterial de 120 x 70 mmHg, frequência cardíaca de 90 bpm, temperatura axilar de 37,8 °C, mamas túrgidas e com fissuras nos mamilos, hiperemia, calor e dor na junção dos quadrantes inferiores da mama direita, sem sinais de flutuação.Para o caso dessa paciente, a hipótese diagnóstica e o tratamento adequado são, respectivamente
Puérpera com dor mamária, hiperemia, calor e febre baixa + fissuras mamilares = Mastite puerperal. Conduta: Analgesia + ATB oral + Manter amamentação.
A mastite puerperal é uma inflamação da mama, geralmente infecciosa, comum em puérperas que amamentam, frequentemente associada a fissuras mamilares e ingurgitamento. O tratamento inclui analgesia, antibioticoterapia oral e, crucialmente, a manutenção da amamentação para esvaziar a mama e prevenir o abscesso.
A mastite puerperal, ou mastite lactacional, é uma condição inflamatória da mama, frequentemente de origem infecciosa, que afeta cerca de 10% das mulheres que amamentam, geralmente nas primeiras 6 semanas pós-parto. Fissuras mamilares e ingurgitamento mamário são fatores de risco importantes, pois facilitam a entrada de bactérias (mais comumente Staphylococcus aureus) e a estase láctea. Clinicamente, a mastite manifesta-se por dor, calor, hiperemia e edema em um setor da mama, acompanhados de sintomas sistêmicos como febre (geralmente > 38,5 °C), calafrios e mal-estar. A diferenciação com o ingurgitamento mamário é feita pela presença de febre e sintomas sistêmicos na mastite. A ausência de flutuação no exame físico afasta o abscesso mamário inicialmente. O tratamento da mastite puerperal é multifacetado e inclui analgesia (paracetamol, ibuprofeno), compressas mornas, massagem suave na mama e, fundamentalmente, o esvaziamento eficaz e frequente da mama, seja pela amamentação ou ordenha. A antibioticoterapia oral é indicada, com drogas como cefalexina ou cloxacilina, por 10-14 dias. É crucial orientar a puérpera a NÃO interromper a amamentação na mama afetada, pois o esvaziamento é parte essencial do tratamento e previne a progressão para abscesso.
Os sintomas incluem dor localizada, calor, hiperemia e inchaço em uma área da mama, geralmente acompanhados de febre (temperatura > 38,5 °C), mal-estar e calafrios.
O tratamento envolve analgesia, compressas mornas, massagem na mama, esvaziamento frequente da mama (mantendo a amamentação) e antibioticoterapia oral, geralmente com cefalexina ou cloxacilina.
Manter a amamentação (ou ordenha) é crucial para esvaziar a mama, o que ajuda a resolver a inflamação, alivia a dor e previne a progressão para um abscesso mamário.
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