SMS Sinop - Secretaria Municipal de Saúde de Sinop (MT) — Prova 2020
Lactante, 15 dias após o parto, manifesta febre e área eritematosa, quente e dolorida na mama, sem flutuação ou drenagem de secreção. Assinale a alternativa com o diagnóstico mais provável e o manejo mais adequado.
Mastite puerperal com febre e sinais inflamatórios → Analgesia, antibiótico e (segundo gabarito antigo) suspender amamentação.
O quadro clínico de febre, eritema, calor e dor na mama em lactante é altamente sugestivo de mastite puerperal. O tratamento envolve analgésicos/antitérmicos e antibióticos. Embora o gabarito indique suspender a amamentação, a conduta atual e recomendada pela maioria das diretrizes é MANTER a amamentação para ajudar na drenagem e evitar ingurgitamento, a menos que haja abscesso ou outra contraindicação específica.
A mastite puerperal é uma inflamação da mama que ocorre principalmente em mulheres lactantes, geralmente nas primeiras semanas ou meses pós-parto. É causada pela estase láctea e pela entrada de bactérias (mais comumente Staphylococcus aureus) através de fissuras nos mamilos. A condição pode ser unilateral e manifesta-se com febre, calafrios, mal-estar e uma área eritematosa, quente e dolorosa na mama. A fisiopatologia envolve a proliferação bacteriana no leite estagnado, levando a uma resposta inflamatória local e sistêmica. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas e exame físico. É importante diferenciar a mastite de um ingurgitamento mamário, que não apresenta febre ou sinais sistêmicos de infecção. A ausência de flutuação ou drenagem de secreção indica que ainda não há formação de abscesso. O manejo adequado da mastite puerperal inclui repouso, hidratação, analgésicos/antitérmicos e antibioticoterapia. Os antibióticos de escolha devem cobrir Staphylococcus aureus. Crucialmente, a amamentação ou ordenha deve ser mantida na mama afetada para promover o esvaziamento e prevenir a progressão para abscesso. A suspensão da amamentação é uma conduta desatualizada e geralmente contraproducente, a menos que haja um abscesso que necessite de drenagem ou uso de medicamentos incompatíveis com a amamentação.
Os sintomas incluem febre, calafrios, mal-estar, dor localizada na mama, eritema, calor e inchaço. Pode haver uma área endurecida ou nodular na mama afetada.
O tratamento inclui analgésicos e antitérmicos (como paracetamol ou ibuprofeno) e antibióticos eficazes contra Staphylococcus aureus, como cefalexina ou dicloxacilina, por 10 a 14 dias.
Não, a amamentação deve ser mantida ou a mama esvaziada por ordenha frequente. Isso ajuda a drenar os ductos, aliviar o ingurgitamento e acelerar a recuperação, além de prevenir a formação de abscesso. A suspensão é indicada apenas em casos específicos, como abscesso drenado ou uso de antibióticos contraindicados.
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