Mastite Periductal: Tratamento da Fístula Periareolar

Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2025

Enunciado

Paciente tabagista com quadro de mastite recidivante cursando com fistula periareolar. O melhor tratamento neste caso é:

Alternativas

  1. A) Quadrantectomia.
  2. B) Drenagem.
  3. C) Somente anti-inflamatórios.
  4. D) Fistulectomia.

Pérola Clínica

Mastite recidivante + fístula periareolar + tabagismo → Fistulectomia (excisão completa do trato fistuloso).

Resumo-Chave

A mastite periductal, ou doença de Zuska, é uma condição inflamatória crônica da mama, fortemente associada ao tabagismo, que se manifesta com abscessos subareolares recorrentes e fístulas periareolares. O tratamento definitivo envolve a excisão cirúrgica completa do trato fistuloso e dos ductos subjacentes afetados, conhecida como fistulectomia, para prevenir recidivas.

Contexto Educacional

A mastite periductal, também conhecida como doença de Zuska ou abscesso subareolar recorrente, é uma condição inflamatória crônica da mama que afeta principalmente mulheres jovens e de meia-idade, com forte associação ao tabagismo. É uma patologia benigna, mas que causa grande morbidade devido à dor, drenagem purulenta e recidivas frequentes, impactando significativamente a qualidade de vida da paciente. A fisiopatologia envolve a metaplasia escamosa dos ductos lactíferos subareolares, que se tornam obstruídos e dilatados. Essa obstrução leva à estase de secreções, inflamação e, eventualmente, à formação de abscessos. Quando esses abscessos drenam espontaneamente ou são incisados, podem formar um trato fistuloso que se abre na pele periareolar, caracterizando a fístula periareolar. O tabagismo é considerado um fator etiológico chave, provavelmente pelas toxinas que alteram o epitélio ductal. O tratamento da mastite periductal com fístula periareolar não se resume à antibioticoterapia ou drenagem simples, que apenas abordam a fase aguda da infecção e são frequentemente seguidas por recidivas. O tratamento definitivo é cirúrgico e consiste na fistulectomia, que é a excisão completa do trato fistuloso, incluindo o ducto subjacente afetado e o epitélio metaplásico. A cessação do tabagismo é fundamental para reduzir o risco de novas ocorrências e melhorar o prognóstico.

Perguntas Frequentes

Qual a relação entre tabagismo e mastite periductal com fístula?

O tabagismo é um fator de risco primário para a mastite periductal. Acredita-se que as toxinas do cigarro causem metaplasia escamosa dos ductos lactíferos, levando à obstrução, dilatação e inflamação, que podem progredir para abscessos e fístulas.

Por que a drenagem simples não é suficiente para tratar a fístula periareolar recidivante?

A drenagem trata apenas o abscesso agudo. A fístula periareolar recidivante é causada por um trato fistuloso epitelizado e ductos subjacentes cronicamente inflamados. Apenas a excisão completa (fistulectomia) remove essa estrutura, prevenindo novas recidivas.

Quais são os principais diagnósticos diferenciais da mastite periductal com fístula?

Os diagnósticos diferenciais incluem outras causas de infecção mamária (como mastite puerperal, embora menos provável com fístula crônica), doenças granulomatosas (tuberculose, sarcoidose) e, raramente, carcinoma inflamatório da mama, embora a apresentação clínica seja geralmente distinta.

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