PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025
Paciente de 32 anos, 60 dias após parto por cesareana comparece em consulta de puerpério em Centro de Saúde. Queixa-se que após fissura em mamilo esquerdo, sua mama apresenta-se edemaciada, endurecida, com dor intensa e eritema. Apresentou em domicílio dois picos febris de 39 graus, com melhora após uso de dipirona. Devido à fissura, paciente foi orientada por cunhada a só manter aleitamento na mama não fissurada. Ao exame físico: identifica-se mama esquerda com área de 5cm em quadrante superolateral com endurecimento, dor, calor e vermelhidão. Não são visualizados trajetos fistulosos, secreção purulenta ou pontos de flutuação. Em relação ao caso, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico e a conduta CORRETOS:
Mastite lactacional: dor, calor, rubor, febre + amamentação → ATB (amoxicilina/cefalexina) + manter aleitamento.
A mastite lactacional é uma inflamação da mama comum no puerpério, frequentemente associada a estase láctea e fissuras mamilares. O tratamento envolve antibioticoterapia para cobrir Staphylococcus aureus (agente mais comum) e, crucialmente, a manutenção do aleitamento em ambas as mamas para desobstruir os ductos e prevenir a progressão para abscesso.
A mastite lactacional é uma condição inflamatória da mama que afeta principalmente mulheres em período de amamentação, sendo mais comum nas primeiras semanas pós-parto. Caracteriza-se por dor, calor, rubor, endurecimento mamário e sintomas sistêmicos como febre e mal-estar. A estase láctea, muitas vezes causada por mamadas infrequentes ou ineficazes, e a presença de fissuras mamilares que servem como porta de entrada para bactérias (principalmente Staphylococcus aureus), são os principais fatores etiológicos. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado nos sintomas e exame físico. A conduta correta é essencial para evitar complicações como o abscesso mamário. O tratamento inclui antibioticoterapia empírica, geralmente com amoxicilina ou cefalexina, que cobrem o agente mais comum. Além disso, é fundamental orientar a puérpera a manter o aleitamento materno na mama afetada, pois a drenagem do leite é terapêutica e ajuda a desobstruir os ductos, aliviando a inflamação e prevenindo a progressão da doença. É um erro comum e prejudicial a interrupção do aleitamento na mama afetada, pois isso agrava a estase láctea. A amamentação deve ser incentivada em ambas as mamas, com técnicas corretas de pega e posicionamento. Medidas de suporte como analgésicos e compressas mornas também podem ser úteis. O acompanhamento é importante para avaliar a resposta ao tratamento e identificar sinais de abscesso, que exigiria drenagem.
Os sintomas clássicos da mastite lactacional incluem dor intensa, calor, vermelhidão (eritema) e endurecimento em uma área da mama, geralmente acompanhados de febre, calafrios e mal-estar geral. Fissuras mamilares são um fator de risco comum.
A conduta inicial envolve iniciar antibioticoterapia empírica com cobertura para Staphylococcus aureus, como amoxicilina ou cefalexina, e, fundamentalmente, incentivar a manutenção e frequência do aleitamento em ambas as mamas para promover a drenagem do leite e desobstrução dos ductos.
Manter o aleitamento é crucial porque a estase láctea é um fator precipitante da mastite. A amamentação frequente ajuda a esvaziar a mama, reduzir a inflamação, aliviar a dor e prevenir a progressão para um abscesso mamário. O leite não está contaminado e é seguro para o bebê.
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