PMC - Prefeitura Municipal de Curitiba / SMS (PR) — Prova 2021
A infecção da mama (incluindo mastite infecciosa e abscesso mamário) afeta mais comumente mulheres entre 15 e 45 anos de idade, sobretudo as lactantes. No entanto, a mastite e o abscesso mamário podem ocorrer em qualquer idade. Com relação ao quadro de mastite e abcesso mamário, assinale a alternativa correta:
Infecção mamilar isolada pode ser tratada com ATB tópico; amamentação geralmente não é contraindicada em mastite/abscesso.
Infecções mamárias, como mastite e abscesso, são comuns em lactantes. O tratamento depende da extensão e estágio da infecção. Infecções localizadas na papila podem responder a antibióticos tópicos, e a amamentação é frequentemente encorajada para ajudar na drenagem e recuperação, exceto em casos muito específicos.
A infecção da mama, que engloba a mastite infecciosa e o abscesso mamário, é uma condição comum, afetando predominantemente mulheres em idade reprodutiva, especialmente as lactantes. A mastite é uma inflamação do tecido mamário, geralmente causada por estase láctea e subsequente infecção bacteriana, sendo o Staphylococcus aureus o patógeno mais frequente. Os sintomas incluem dor, calor, vermelhidão e inchaço na mama, frequentemente acompanhados de febre e mal-estar. O diagnóstico diferencial inclui ingurgitamento mamário (acúmulo excessivo de leite sem infecção) e galactocele (cisto de retenção de leite), que não são infecções. Em um estágio inicial da mastite, sem sinais de infecção sistêmica ou por menos de 12-24 horas, o manejo pode incluir apenas medidas de suporte como esvaziamento da mama, compressas e analgésicos. No entanto, se houver sinais de infecção ou persistência, antibióticos sistêmicos são necessários. A amamentação é, na maioria das vezes, recomendada e benéfica, pois ajuda a drenar o leite e aliviar a estase, sendo contraindicada apenas em situações muito específicas, como infecção por HIV ou uso de certos medicamentos. Para infecções mamilares isoladas, como fissuras infectadas ou candidíase da papila, o tratamento com terapêutica antimicrobiana tópica pode ser eficaz. É fundamental que o residente saiba diferenciar as diversas condições mamárias e aplicar o tratamento correto, enfatizando a importância de manter a amamentação sempre que possível para a resolução do quadro e o bem-estar da mãe e do bebê. O abscesso mamário, uma complicação da mastite, requer drenagem cirúrgica ou por punção, além de antibioticoterapia.
O patógeno mais frequentemente isolado em infecções mamárias, incluindo a mastite, é o Staphylococcus aureus. Embora outros microrganismos possam estar envolvidos, o S. aureus é o principal agente etiológico, especialmente em mastites associadas à amamentação.
Na maioria dos casos de mastite e até mesmo em alguns abscessos mamários, a amamentação não é contraindicada e, na verdade, é encorajada. A drenagem do leite materno é crucial para aliviar a estase láctea e ajudar na resolução da infecção. A interrupção da amamentação pode piorar o quadro.
O tratamento com antimicrobianos tópicos é geralmente adequado para infecções mamilares isoladas, como fissuras infectadas ou candidíase da papila, onde a infecção está restrita à superfície da pele. Para mastite ou abscesso mamário, que envolvem o tecido glandular mais profundo, é necessário tratamento sistêmico com antibióticos orais ou intravenosos.
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