UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2022
Diversas doenças podem ser acompanhadas de processo inflamatório nas mamas, destacando-se, dentre elas, a doença de Mondor, mastite diabética, sarcoidose, mastite actínica, mastite por lúpus eritematoso disseminado e mastite granulomatosa. Dentre os tipos de mastites crônicas tem-se:
Mastite granulomatosa = inflamação crônica de causa desconhecida, com granulomas de células epitelióides e gigantes.
A mastite granulomatosa idiopática é uma condição inflamatória crônica rara da mama, de etiologia desconhecida, que se caracteriza histologicamente pela presença de granulomas não caseosos, compostos por células epitelióides e células gigantes multinucleadas, sem evidência de infecção ou doença sistêmica.
As mastites crônicas englobam um grupo heterogêneo de condições inflamatórias da mama, que podem ser desafiadoras no diagnóstico devido à sua variabilidade clínica e histopatológica. Dentre elas, a mastite granulomatosa idiopática (MGI) destaca-se por sua etiologia desconhecida e por mimetizar clinicamente o carcinoma de mama, sendo crucial o conhecimento de suas características. A fisiopatologia da MGI não é totalmente compreendida, mas acredita-se que envolva uma resposta imune anormal. O diagnóstico é feito por biópsia, que revela granulomas não caseosos, compostos por células epitelióides, histiócitos e células gigantes multinucleadas (tipos corpo estranho e Langhans), infiltrando os lóbulos mamários. Outras mastites crônicas incluem a doença de Mondor (flebite superficial), mastite diabética (associada a diabetes tipo 1), sarcoidose mamária e mastite actínica (pós-radioterapia). O tratamento da MGI geralmente envolve corticosteroides, embora a doença possa ter um curso recorrente. O diagnóstico diferencial com carcinoma de mama é imperativo, exigindo uma abordagem multidisciplinar com exames de imagem (mamografia, ultrassonografia, ressonância magnética) e biópsia. O reconhecimento correto das mastites crônicas é vital para evitar tratamentos desnecessários e garantir o manejo adequado da paciente.
A mastite granulomatosa é caracterizada por uma reação granulomatosa crônica com a presença de células epitelióides, células gigantes multinucleadas dos tipos corpo estranho e de Langhans, sem necrose caseosa.
A doença de Mondor é uma flebite superficial autolimitada da mama, caracterizada por um cordão doloroso e palpável que acompanha o trajeto venoso cutâneo, sem ser uma inflamação glandular difusa.
O diagnóstico diferencial é crucial para excluir outras condições, como infecções específicas (tuberculose), doenças autoimunes (sarcoidose, lúpus), mastite diabética ou até mesmo carcinoma inflamatório da mama, que podem mimetizar a mastite granulomatosa.
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