Mastectomia Radical: Entenda o Procedimento Cirúrgico

HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2025

Enunciado

Em relação à Mastectomia Radical, pode-se afirmar que:

Alternativas

  1. A) a reconstrução com prótese é possível, sem necessidade de mobilização de retalhos musculares.
  2. B) apenas em 15% dos casos obtém-se a cura do câncer de mama, a não ser que realize mastectomia profilática da mama, sem neoplasia.
  3. C) é o procedimento mais realizado para o tratamento definitivo do câncer de mama.
  4. D) a mama e os músculos peitorais subjacentes são sacrificados e, também, os linfonodos regionais ao longo da veia axilar até o ligamento costo clavicular.
  5. E) A mama é sacrificada, bem como o músculo peitoral maior. Sendo o peitoral menor idealmente poupado para favorecer a reconstrução estética. Os linfonodos regionais são retirados da veia supraclavicular até o ligamento costocondral

Pérola Clínica

Mastectomia radical (Halsted) → remoção de mama, m. peitorais maior/menor e linfonodos axilares.

Resumo-Chave

A mastectomia radical clássica, ou de Halsted, envolve a remoção completa da mama, dos músculos peitorais maior e menor, e de todos os linfonodos axilares. Este procedimento, embora histórico, é fundamental para entender a evolução das técnicas cirúrgicas no tratamento do câncer de mama.

Contexto Educacional

A mastectomia radical, também conhecida como cirurgia de Halsted, representa um marco histórico no tratamento do câncer de mama. Desenvolvida por William Halsted no final do século XIX, foi por muito tempo o procedimento padrão para a doença, baseando-se na teoria de que o câncer se disseminava de forma contígua. Sua compreensão é fundamental para entender a evolução das abordagens cirúrgicas atuais. Este procedimento envolve a remoção completa da mama, dos músculos peitorais maior e menor subjacentes, e de todos os linfonodos da axila (dissecção axilar completa). A justificativa era remover o máximo de tecido potencialmente afetado, incluindo as vias de drenagem linfática. Embora hoje seja raramente realizada devido à sua morbidade e à eficácia de técnicas mais conservadoras, seu estudo é crucial para residentes. Atualmente, a mastectomia radical modificada, que preserva os músculos peitorais, ou cirurgias conservadoras da mama associadas à radioterapia, são as abordagens preferenciais. O prognóstico do câncer de mama melhorou significativamente com a combinação de cirurgia, radioterapia, quimioterapia e terapia hormonal/alvo, tornando a Halsted uma opção de exceção em casos muito específicos.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais diferenças entre a mastectomia radical e a mastectomia radical modificada?

A mastectomia radical (Halsted) remove a mama, os músculos peitorais maior e menor, e os linfonodos axilares. A mastectomia radical modificada preserva os músculos peitorais, removendo apenas a mama e os linfonodos axilares.

Em que contexto histórico a mastectomia radical de Halsted era o tratamento padrão?

A mastectomia radical de Halsted foi o tratamento padrão para o câncer de mama por muitas décadas, especialmente no final do século XIX e início do século XX, antes do desenvolvimento de terapias adjuvantes e técnicas cirúrgicas mais conservadoras.

Quais são as principais complicações associadas à mastectomia radical clássica?

As complicações incluem linfedema significativo do braço, dor crônica, restrição de movimento do ombro devido à remoção muscular, e impacto estético e psicológico severo.

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