Mastectomia Radical de Halsted: Definição e Extensão Cirúrgica

CEREM - Comissão Estadual de Residência Médica do Mato Grosso do Sul — Prova 2015

Enunciado

Em relação à Mastectomia Radical, pode-se afirmar que

Alternativas

  1. A) a reconstrução com prótese é possível, sem necessidade de mobilização de retalhos musculares.
  2. B) apenas em 15% dos casos obtém-se a cura do câncer de mama, a não ser que realize mastectomia profilática da mama, sem neoplasia.
  3. C) é o procedimento mais realizado para o tratamento definitivo do câncer de mama. 
  4. D) a mama e os músculos peitorais subjacentes são sacrificados e, também, os linfonodos regionais ao longo da veia axilar até o ligamento costo clavicular.

Pérola Clínica

Mastectomia Radical (Halsted) = remoção de mama, músculos peitorais e linfonodos axilares.

Resumo-Chave

A Mastectomia Radical de Halsted é um procedimento histórico e extenso para o tratamento do câncer de mama, que envolve a remoção completa da mama, dos músculos peitorais (maior e menor) subjacentes e de todos os linfonodos axilares. Embora eficaz no controle local da doença, é altamente desfigurante e atualmente raramente realizada, sendo substituída por técnicas mais conservadoras ou pela mastectomia radical modificada.

Contexto Educacional

A Mastectomia Radical de Halsted é um marco histórico na cirurgia do câncer de mama, desenvolvida por William Halsted no final do século XIX. Este procedimento representou um avanço significativo na época, oferecendo a primeira abordagem cirúrgica sistemática para o tratamento do câncer de mama, baseada na teoria de que o câncer se espalhava de forma contígua e que uma ressecção mais ampla levaria a melhores resultados. Anatomicamente, a Mastectomia Radical de Halsted é uma cirurgia extensa que envolve a remoção de toda a glândula mamária, da pele sobrejacente, dos músculos peitorais maior e menor, e de todos os linfonodos axilares (níveis I, II e III). A remoção dos músculos peitorais resultava em uma deformidade significativa da parede torácica e limitações funcionais do membro superior, além de um alto risco de linfedema. Com o avanço da compreensão da biologia do câncer de mama e o desenvolvimento de terapias adjuvantes (quimioterapia, radioterapia, terapia hormonal), a Mastectomia Radical de Halsted foi amplamente substituída por procedimentos menos invasivos. A Mastectomia Radical Modificada, que preserva os músculos peitorais, e a cirurgia conservadora da mama (tumorectomia ou quadrantectomia com radioterapia) são atualmente as abordagens mais comuns, oferecendo resultados oncológicos comparáveis com menor morbidade e melhores resultados estéticos e funcionais. O conhecimento da Mastectomia Radical é fundamental para entender a evolução do tratamento do câncer de mama e as bases da cirurgia oncológica.

Perguntas Frequentes

Qual a principal diferença entre a Mastectomia Radical e a Mastectomia Radical Modificada?

A principal diferença reside na preservação dos músculos peitorais. Na Mastectomia Radical (Halsted), os músculos peitorais maior e menor são removidos, enquanto na Mastectomia Radical Modificada, esses músculos são preservados, resultando em menor morbidade e melhor resultado estético.

Por que a Mastectomia Radical de Halsted é raramente realizada hoje em dia?

Ela é raramente realizada devido à sua natureza altamente desfigurante e à morbidade associada à remoção dos músculos peitorais. Estudos demonstraram que a Mastectomia Radical Modificada e a cirurgia conservadora da mama, quando indicadas, oferecem resultados oncológicos equivalentes com menor impacto na qualidade de vida.

Quais estruturas são removidas na Mastectomia Radical de Halsted?

Na Mastectomia Radical de Halsted, são removidos a mama completa, os músculos peitorais maior e menor subjacentes, e todos os linfonodos axilares (níveis I, II e III), desde a veia axilar até o ligamento costo-clavicular.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo