HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2025
A mastalgia traz grande preocupação para as mulheres, principalmente devido ao medo do câncer de mama. Sobre esse tema é correto afirmar:
Mastalgia é uma queixa comum e raramente associada ao câncer de mama; a abordagem inicial é clínica, com anamnese e exame físico detalhados.
A principal preocupação da paciente com mastalgia é o câncer, mas a associação é baixa (<3%). O papel do médico é tranquilizar a paciente, realizar uma avaliação clínica completa para classificar a dor e solicitar exames de imagem apenas se houver achados suspeitos ou para rastreamento conforme a idade.
Mastalgia, ou dor mamária, é uma das queixas mais frequentes em consultórios de ginecologia e mastologia, gerando grande ansiedade devido à associação popular com o câncer de mama. No entanto, é crucial saber que a dor mamária como sintoma isolado raramente é uma manifestação de malignidade. A prevalência de câncer de mama em pacientes cuja única queixa é a dor é muito baixa, geralmente inferior a 3%. O diagnóstico da mastalgia é eminentemente clínico. Uma anamnese detalhada é fundamental para classificar a dor em cíclica (relacionada ao ciclo menstrual, mais comum e benigna), acíclica (sem relação com o ciclo) ou extramamária (originada na parede torácica, por exemplo). O exame físico completo das mamas e axilas é obrigatório para descartar a presença de nódulos ou outras alterações suspeitas. Exames complementares, como ultrassonografia e mamografia, não são rotineiramente indicados para a investigação da dor isolada, mas sim quando há um achado clínico anormal ou para rastreamento oncológico de acordo com a faixa etária da paciente. O tratamento de primeira linha envolve medidas de suporte e tranquilização da paciente. Fármacos como o tamoxifeno são reservados para casos graves e refratários devido aos seus efeitos adversos. O óleo de prímula, embora popular, demonstrou em estudos ter eficácia semelhante ao placebo. Portanto, a abordagem correta se baseia na avaliação clínica criteriosa para excluir patologias graves e manejar os sintomas.
Sinais de alarme incluem dor focal, persistente e não cíclica, especialmente em mulheres na pós-menopausa, e a presença de achados associados no exame físico, como nódulo palpável, espessamento da pele, retração ou descarga papilar sanguinolenta.
O tratamento de primeira linha envolve orientação e tranquilização (reasseguramento), uso de sutiã com suporte adequado, e medidas não farmacológicas como dieta com baixo teor de gordura e cafeína. Analgésicos tópicos ou sistêmicos podem ser usados para alívio sintomático.
A mastalgia cíclica está relacionada ao ciclo menstrual, tipicamente piorando na fase lútea (pré-menstrual) e aliviando com a menstruação; costuma ser bilateral e difusa. A mastalgia acíclica não tem relação com o ciclo, é mais comum em mulheres mais velhas e frequentemente é unilateral e localizada.
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