Mastalgia: Diagnósticos Diferenciais e Manejo da Dor Mamária

HSD - Hospital São Domingos (MA) — Prova 2020

Enunciado

Mastalgia ou mastodínea é a queixa mamária mais comum entre mulheres. Estima-se que mais de 70% de mulheres terão algum episódio de dor moderada a intensa durante o menacme. Sobre este tema, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) A causa da mastalgia é unifatorial, relacionada à elevação do nível de progesterona na fase secretória do ciclo menstrual.
  2. B) O citrato de tamoxifeno é inefetivo no tratamento da mastalgia cíclica.
  3. C) Ácidos graxos essenciais e vitamina E são as terapêuticas mais eficazes nos eventos dolorosos acíclicos.
  4. D) Infarto agudo do miocárdio e síndrome de Mondor são dois dos diagnósticos diferenciais em eventos dolorosos mamários, especialmente quando unilaterais.
  5. E) Os diuréticos tiazídicos são mais eficazes que os anti-inflamatórios não hormonais tópicos no tratamento de mastalgia cíclica.

Pérola Clínica

Dor mamária unilateral → considerar IAM e Síndrome de Mondor como diferenciais importantes.

Resumo-Chave

A mastalgia pode ter diversas causas, e é fundamental considerar diagnósticos diferenciais não mamários, como o infarto agudo do miocárdio, especialmente em dores atípicas ou irradiadas. A Síndrome de Mondor, uma tromboflebite superficial de veias da parede torácica, é uma causa benigna mas dolorosa de dor mamária unilateral.

Contexto Educacional

A mastalgia, ou dor mamária, é uma queixa extremamente comum, afetando uma grande porcentagem de mulheres em idade fértil. Embora na maioria dos casos seja benigna e autolimitada, pode causar ansiedade significativa e impactar a qualidade de vida. É classificada como cíclica (relacionada ao ciclo menstrual) ou acíclica (não relacionada). A etiologia da mastalgia é multifatorial, com a mastalgia cíclica frequentemente associada a flutuações hormonais (estrogênio e progesterona). No entanto, é crucial considerar um amplo espectro de diagnósticos diferenciais, incluindo causas extramamárias. Condições como infarto agudo do miocárdio, angina, costocondrite, neuralgia intercostal e radiculopatias cervicais podem mimetizar a dor mamária. A Síndrome de Mondor, uma tromboflebite superficial das veias toracoepigástricas, é uma causa benigna, mas dolorosa, de dor mamária unilateral que se manifesta como um cordão palpável. O manejo da mastalgia envolve uma avaliação cuidadosa para excluir causas graves, tranquilização da paciente e tratamento sintomático. Medidas como sutiãs de suporte, compressas, analgésicos e anti-inflamatórios tópicos são frequentemente eficazes. Em casos refratários, podem ser utilizados moduladores hormonais como o tamoxifeno, embora com cautela devido aos efeitos adversos.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais características da Síndrome de Mondor e como ela se apresenta?

A Síndrome de Mondor é uma tromboflebite superficial das veias toracoepigástricas ou outras veias da parede torácica. Apresenta-se como um cordão palpável, doloroso e endurecido, geralmente unilateral, que pode ser visível e sensível à palpação.

Como diferenciar a dor mamária de origem cardíaca (IAM) da mastalgia?

A dor do IAM é tipicamente retroesternal, opressiva, irradiando para braço esquerdo, pescoço ou mandíbula, e pode ser acompanhada de sudorese, náuseas e dispneia. A mastalgia é geralmente mais localizada na mama, embora possa irradiar, e raramente tem os sintomas sistêmicos do IAM.

Quais são as abordagens terapêuticas mais comuns para a mastalgia cíclica?

O tratamento da mastalgia cíclica inclui medidas de suporte como sutiãs adequados, compressas, analgésicos e anti-inflamatórios tópicos. Em casos mais graves, podem ser usados tamoxifeno, danazol ou bromocriptina, embora com potenciais efeitos colaterais.

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