HC ICC - Hospital do Câncer - Instituto do Câncer do Ceará — Prova 2026
Os tumores abdominais em crianças apresentam etiologia variada, cujo comportamento depende de sua histogênese, localização e relações com órgãos vizinhos. Sabendo disso, marque a alternativa mais viável.
Massas neonatais → maioria benigna (malformações); Massas em lactentes/pré-escolares → ↑ suspeita de malignidade.
No período neonatal, a grande maioria das massas abdominais palpáveis decorre de malformações congênitas (especialmente do trato geniturinário) e não de neoplasias malignas.
A abordagem de massas abdominais na pediatria exige o conhecimento da epidemiologia por faixa etária. No neonato, predominam as anomalias do trato urinário e gastrointestinal. Já no lactente e na criança pré-escolar, o cenário muda drasticamente, com o Tumor de Wilms e o Neuroblastoma tornando-se as principais preocupações diagnósticas. O diagnóstico diferencial deve considerar a localização anatômica (retroperitoneal vs intraperitoneal) e a estabilidade clínica do paciente. Enquanto massas neonatais permitem uma investigação programada na maioria das vezes, massas em crianças maiores com sinais de compressão de órgãos ou sintomas sistêmicos exigem urgência diagnóstica oncológica.
Aproximadamente 50% das massas abdominais neonatais têm origem renal, sendo a hidronefrose congênita e a doença renal multicística as causas mais prevalentes. Diferente de crianças maiores, a maioria das massas detectadas logo após o nascimento é de natureza benigna e relacionada a defeitos do desenvolvimento embrionário.
A suspeita aumenta significativamente após o período neonatal, especialmente entre 1 e 5 anos de idade. Sinais de alerta incluem massas que cruzam a linha média (sugestivo de neuroblastoma), hematúria (sugestivo de tumor de Wilms), perda de peso, febre de origem indeterminada e dor abdominal persistente.
O exame físico rigoroso é essencial para determinar a localização, consistência, mobilidade e se a massa cruza a linha média. Embora forneça subsídios importantes, ele deve ser complementado por exames de imagem (como ultrassonografia) para definir a natureza da lesão e planejar a conduta terapêutica.
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