HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2020
Paciente de 75 anos, tabagista de 45 maços/ano, encaminhado devido a massa pulmonar em lobo superior direito de 5 cm, espiculada, periférica, junto à pleura visceral. O paciente encontra-se assintomático. Diante do quadro clínico e radiológico, qual a melhor conduta?
Massa pulmonar espiculada em tabagista idoso → alta suspeição de malignidade → biópsia ou ressecção após estadiamento.
Uma massa pulmonar espiculada em um paciente tabagista de longa data, mesmo assintomático, tem alta probabilidade de ser maligna. A conduta inicial deve focar na confirmação diagnóstica e estadiamento para planejar a ressecção cirúrgica, se indicada.
A detecção de uma massa pulmonar, especialmente em pacientes com fatores de risco como tabagismo, exige uma abordagem diagnóstica e terapêutica rápida e precisa. O câncer de pulmão é uma das principais causas de mortalidade por câncer globalmente, e o diagnóstico precoce é fundamental para as chances de cura. A avaliação inicial de uma massa pulmonar envolve a análise de suas características radiológicas (tamanho, forma, margens, calcificações) e dos fatores de risco do paciente (idade, histórico de tabagismo, comorbidades). Uma massa espiculada em um tabagista de 75 anos é altamente sugestiva de malignidade. O estadiamento é crucial para determinar a extensão da doença e guiar a conduta, podendo incluir PET-CT e biópsias de linfonodos. A conduta para massas pulmonares suspeitas geralmente envolve a confirmação histopatológica através de biópsia (guiada por TC, broncoscopia ou cirurgia) seguida de estadiamento completo. Se a doença for localizada e ressecável, a cirurgia é a principal modalidade de tratamento curativo. A decisão final deve ser tomada em equipe multidisciplinar, considerando o tipo histológico, estadiamento e condições clínicas do paciente.
Características como bordas espiculadas ou irregulares, crescimento rápido, tamanho maior que 8 mm, localização em lobo superior e ausência de calcificações benignas aumentam a suspeita.
A biópsia guiada por TC permite obter amostras de tecido para análise histopatológica, confirmando a malignidade e determinando o tipo histológico, essencial para o planejamento terapêutico.
O PET-CT é indicado para avaliar a atividade metabólica do nódulo (diferenciando benigno de maligno) e para o estadiamento sistêmico, identificando metástases à distância e linfonodos acometidos.
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