Massa Pélvica Pós-Menopausa: Investigação e Diagnóstico

HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2021

Enunciado

Mulher, 65 anos, refere menopausa há 15 anos, nuligesta, vem à consulta com queixa de dor em baixo ventre e sensação de peso abdominal associado ao aumento do volume do abdômen. Traz exame citopatológico de colo uterino de dois anos atrás com atrofia importante e negatividade para células malignas, além de mamografia do último ano com BIRADS 2. O exame de toque vaginal sugere massa sólida, irregular, ocupando toda a pelve e se estendendo ao abdômen inferior. O exame abdominal revela submacicez móvel e massa palpável, que ocupa desde a região hipogástrica até a pelve. Entre os exames complementares a seguir, quais são os mais adequados para esclarecer a hipótese diagnóstica?

Alternativas

  1. A) Histerossonografia e CA 125 sérico
  2. B) Ecografia transvaginal com dopplerfluxometria e CA 125 sérico
  3. C) Ressonância magnética da pelve e antígeno carcinoembrionário sérico
  4. D) Tomografia computadorizada de abdômen e antígeno carcinoembrionário sérico

Pérola Clínica

Massa pélvica em pós-menopausa + sintomas + nuliparidade → investigar câncer de ovário com USG transvaginal com Doppler e CA 125.

Resumo-Chave

Em mulheres pós-menopausa com massa pélvica e sintomas sugestivos (dor, distensão abdominal, sensação de peso), especialmente com fatores de risco como nuliparidade, a principal preocupação é o câncer de ovário. A investigação inicial mais adequada envolve a ecografia transvaginal com dopplerfluxometria para avaliar as características da massa (sólida, irregular, vascularização) e o CA 125 sérico, um marcador tumoral importante, embora não específico.

Contexto Educacional

A avaliação de uma massa pélvica em mulheres pós-menopausa é um desafio diagnóstico importante, com a principal preocupação sendo a exclusão de malignidade, especialmente o câncer de ovário. A nuliparidade é um fator de risco conhecido para essa neoplasia. A ecografia transvaginal com dopplerfluxometria é o método de imagem de primeira linha, permitindo a caracterização morfológica da massa (tamanho, conteúdo sólido/cístico, septos, papilas) e a análise da vascularização, que pode indicar malignidade. O CA 125 sérico, embora não específico, é o marcador tumoral mais utilizado e sua elevação em conjunto com achados ultrassonográficos suspeitos aumenta significativamente a probabilidade de câncer de ovário. A combinação desses dois exames permite a estratificação do risco de malignidade e orienta a conduta subsequente, que pode incluir acompanhamento, biópsia ou encaminhamento para cirurgia oncológica. Outros exames como TC ou RM podem ser necessários para estadiamento.

Perguntas Frequentes

Quais características ultrassonográficas sugerem malignidade em uma massa anexial?

Características sugestivas incluem componente sólido, septos espessos, vascularização interna ao Doppler (alto fluxo e baixa resistência), ascite e presença de papilas ou projeções.

Qual a importância do CA 125 na avaliação de massa pélvica?

O CA 125 é um marcador tumoral útil para o câncer de ovário, especialmente em mulheres pós-menopausa. Níveis elevados, combinados com achados ultrassonográficos suspeitos, aumentam a probabilidade de malignidade.

Quais outros exames podem ser úteis na investigação de massa pélvica?

Em casos selecionados, a ressonância magnética da pelve pode fornecer detalhes adicionais sobre a massa, e outros marcadores tumorais (como CEA, HE4) podem ser solicitados dependendo da suspeita clínica.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo