CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2023
Paciente do sexo feminino, 13 anos, vem à consulta médica queixando dor em FID e pélvica, de leve intensidade, há 1 mês. Nega vômitos, febre e alterações do hábito intestinal. Refere menarca aos 12 anos, com ciclos menstruais irregulares. Ao exame físico, a paciente se encontra normocorada, eupneica, afebril, hemodinamicamente estável. Exame cardiorrespiratório sem alterações. Seu abdome é plano, flácido, discretamente doloroso à palpação profunda em FIE e hipogástrio, onde se palpa massa sólida, firme e móvel. Qual o próximo passo para a investigação diagnóstica e seu provável achado?
Adolescente com massa pélvica palpável + dor crônica → USG abdominal para massa ovariana (ex: teratoma).
Em uma adolescente com dor pélvica crônica e massa abdominal palpável, a ultrassonografia de abdome é o primeiro passo para a investigação. Uma massa ovariana mista com focos de calcificação é um achado comum em teratomas, tumores benignos frequentes nessa faixa etária.
A presença de dor pélvica e uma massa abdominal palpável em uma adolescente, especialmente com ciclos menstruais irregulares, deve levantar a suspeita de patologia ovariana. Embora a maioria das massas ovarianas nessa faixa etária seja benigna, a investigação é fundamental para excluir condições malignas ou complicações como torção ovariana. A abordagem diagnóstica deve ser cuidadosa e apropriada para a idade da paciente. O quadro clínico de dor leve e crônica, sem sinais de gravidade como febre ou vômitos, sugere uma condição subaguda ou crônica. A palpação de uma massa sólida, firme e móvel em fossa ilíaca esquerda e hipogástrio é um achado importante. Dada a idade da paciente (13 anos) e o fato de ser virgem, a ultrassonografia de abdome e pelve é o exame de imagem de primeira linha. A ultrassonografia transvaginal é geralmente evitada em adolescentes virgens. O achado provável de uma massa ovariana mista com focos de calcificação na ultrassonografia é altamente sugestivo de um teratoma cístico maduro, também conhecido como cisto dermoide. Estes são os tumores de células germinativas mais comuns no ovário e frequentemente contêm tecidos de diferentes origens embrionárias, como cabelo, gordura e dentes (que aparecem como calcificações). Embora geralmente benignos, podem crescer e causar sintomas como dor, compressão de órgãos adjacentes ou complicações como torção ovariana. O manejo pode variar de acompanhamento a remoção cirúrgica, dependendo do tamanho, sintomas e características da massa.
O primeiro exame de imagem para investigar uma massa pélvica em uma adolescente virgem é a ultrassonografia de abdome e pelve. Ela permite avaliar os órgãos pélvicos e abdominais sem a necessidade de acesso transvaginal, sendo bem tolerada e não invasiva.
Em adolescentes, a maioria das massas ovarianas é benigna. Os cistos funcionais são os mais frequentes. Entre os tumores, os teratomas císticos maduros (cistos dermoides) são os mais comuns, caracterizados por serem massas mistas com componentes sólidos, císticos e, frequentemente, calcificações.
Características que sugerem benignidade incluem tamanho menor, aspecto cístico simples, paredes finas e ausência de septos espessos ou vascularização interna. Sinais de malignidade incluem grande tamanho, componentes sólidos irregulares, septos espessos, vascularização intensa, ascite e presença de nódulos murais. Marcadores tumorais também podem auxiliar.
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