Massa Ovariana Complexa: Conduta e Investigação Cirúrgica

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2017

Enunciado

Uma mulher com 45 anos de idade comparece ao ambulatório de Ginecologia com queixas de aumento do volume abdominal e irregularidade menstrual. Realiza ultrassonografia transvaginal que evidencia, no ovário direito, imagem anecoica, arredondada, com paredes finas, contornos regulares, limites bem definidos e com septações grosseiras em seu interior, medindo 14 x 12 cm em seus maiores diâmetros. Nesse caso, a conduta adequada é:

Alternativas

  1. A) Iniciar tratamento clínico com anticoncepcional combinado e controle trimestral com ultrassonografia.
  2. B) Realizar marcadores tumorais e proceder a laparotomia com exame de congelação no intraoperatório.
  3. C) Acompanhar de forma expectante e reavaliar resultado de ultrassonografia após 2 meses.
  4. D) Realizar punção e drenagem do cisto, guiadas por ultrassonografia

Pérola Clínica

Massa anexial > 10cm + Septos grosseiros → Marcadores tumorais + Cirurgia com congelação.

Resumo-Chave

Massas ovarianas volumosas com características ultrassonográficas suspeitas (septos, irregularidades) exigem investigação oncológica e abordagem cirúrgica com análise histopatológica imediata.

Contexto Educacional

O manejo de massas anexiais baseia-se na estratificação de risco de malignidade. Massas puramente anecoicas e pequenas em mulheres pré-menopausadas costumam ser funcionais, mas massas maiores que 10 cm com septações grosseiras perdem essa característica de benignidade presumida. A laparotomia exploradora é preferível à laparoscopia em massas muito volumosas com suspeita de malignidade para evitar a ruptura acidental. A conduta cirúrgica deve ser sempre pautada pela possibilidade de malignidade, garantindo que o tratamento definitivo (como a salpingo-oforectomia ou estadiamento) seja realizado de forma segura.

Perguntas Frequentes

Quais características ultrassonográficas sugerem malignidade no ovário?

Componentes sólidos, septos espessos (>3mm), presença de papilas, vascularização ao Doppler (IOTA color score alto) e presença de ascite são sinais clássicos de alerta para malignidade.

Para que serve a biópsia de congelação?

É um exame histopatológico realizado durante a cirurgia que fornece um diagnóstico preliminar em minutos. Se positivo para malignidade, permite que o cirurgião realize o estadiamento oncológico completo no mesmo tempo cirúrgico.

Quais marcadores tumorais devem ser solicitados?

O CA-125 é o principal para tumores epiteliais, mas em mulheres mais jovens ou com massas complexas, podem ser solicitados CEA, CA 19-9, LDH, alfa-fetoproteína e beta-hCG para triagem de tumores de células germinativas ou estromais.

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