SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2025
Mulher de 62 anos, assintomática, apresenta ultrassonografia transvaginal demonstrando imagem irregular de 9,0cm de diâmetro e com neovascularização ao estudo do Doppler. A hipótese diagnóstica e conduta proposta são:
Massa anexial > 5cm + pós-menopausa + irregularidade/neovascularização → alta suspeita de malignidade, indicar laparotomia.
Em mulher pós-menopausa, uma massa anexial grande (> 5 cm), irregular e com neovascularização ao Doppler tem alta probabilidade de malignidade, justificando laparotomia exploradora para diagnóstico definitivo e estadiamento.
A avaliação de massas anexiais em mulheres pós-menopausa é um desafio clínico importante, pois o risco de malignidade é significativamente maior nessa faixa etária. Enquanto cistos funcionais são comuns em mulheres em idade reprodutiva, a presença de uma massa ovariana em uma mulher pós-menopausa deve sempre levantar a suspeita de neoplasia maligna. A ultrassonografia transvaginal é a ferramenta inicial de escolha para caracterizar essas massas. No caso apresentado, uma mulher de 62 anos (pós-menopausa) com uma imagem irregular de 9,0 cm e neovascularização ao Doppler apresenta múltiplos sinais de alta suspeita para câncer de ovário. O tamanho (> 5 cm), a irregularidade da imagem e a presença de neovascularização (indicando suprimento sanguíneo para um tumor) são características ultrassonográficas que apontam fortemente para malignidade. Diante de uma alta suspeita de neoplasia maligna de ovário em uma paciente pós-menopausa, a conduta mais apropriada é a laparotomia exploradora. Este procedimento permite a biópsia para diagnóstico histopatológico definitivo, estadiamento da doença e, se confirmado o câncer, a realização da cirurgia citorredutora (remoção máxima do tumor). A conduta expectante ou a dosagem isolada de marcadores tumorais (como CA-125) não seriam adequadas como primeira linha de ação, dada a alta probabilidade de malignidade e a necessidade de intervenção rápida.
Características suspeitas incluem tamanho > 5 cm, presença de componentes sólidos, septos espessos (> 3 mm), vegetações internas, ascite, e neovascularização ao Doppler com baixo índice de resistência, indicando fluxo sanguíneo anormal.
Em mulheres pós-menopausa, a maioria dos cistos funcionais regride, e a persistência ou surgimento de uma massa anexial, especialmente com características suspeitas, tem um risco significativamente maior de ser maligna, exigindo investigação aprofundada.
O CA-125 é útil, principalmente em mulheres pós-menopausa, para aumentar a suspeita de malignidade, mas não é diagnóstico isoladamente. Seus níveis podem estar elevados em condições benignas e normais em alguns cânceres de ovário. É mais usado no monitoramento e prognóstico da doença.
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