Massa Anexial Pós-Menopausa: Abordagem e Suspeita de Câncer

SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2015

Enunciado

Mulher de 54 anos de idade vem ao consultório para uma consulta de rotina, assintomática. Exame físico: normal. Exames complementares: citologia oncótica e mamografia - normais. O exame ultrassonográfico transvaginal, entretanto, mostrou a imagem. (VER IMAGEM) O Doppler mostrou índice de resistência: baixa. A conduta mais adequada para esse caso é:

Alternativas

  1. A) Indicar uma laparotomia exploradora e informá-la da possibilidade de pan- histerectomia.
  2. B) Informá-la que os aspectos do exame ultrassonográfico são de suspeita de neoplasia do ovário ou tuba.
  3. C) Solicitar exames complementares outros mais esclarecedores, como CA-125, inibina e alfa-fetoproteína
  4. D) Indicar laparoscopia exploradora tendo discutido com ela antes a possibilidade de salpingo-ooforectomia unilateral. 

Pérola Clínica

Massa anexial pós-menopausa com Doppler IR baixo → Alta suspeita de malignidade, indicar laparotomia exploradora.

Resumo-Chave

Em mulheres pós-menopausa, qualquer massa anexial com características ultrassonográficas suspeitas (como vascularização com baixo índice de resistência ao Doppler) deve ser considerada maligna até prova em contrário. A conduta inicial é a exploração cirúrgica para diagnóstico e estadiamento.

Contexto Educacional

A avaliação de massas anexiais em mulheres pós-menopausa é um desafio clínico importante, pois o risco de malignidade aumenta significativamente nessa faixa etária. Mesmo em pacientes assintomáticas, achados ultrassonográficos suspeitos exigem investigação aprofundada. A ultrassonografia transvaginal é o método de imagem de primeira linha, e a presença de características como componente sólido, septos espessos, vegetações e, especialmente, vascularização com baixo índice de resistência ao Doppler, eleva a suspeita de câncer de ovário. O baixo índice de resistência ao Doppler sugere neovascularização, um processo comum em tumores malignos que demandam um grande suprimento sanguíneo. Diante de alta suspeita de malignidade, a laparotomia exploradora é a conduta mais adequada. Este procedimento permite a visualização direta dos órgãos pélvicos, a coleta de material para biópsia (diagnóstico definitivo) e, se o câncer for confirmado, a realização de cirurgia de estadiamento e citorredução, que pode incluir a pan-histerectomia (retirada do útero, ovários e tubas). Embora marcadores tumorais como o CA-125 sejam úteis no acompanhamento e como adjuvantes no diagnóstico, eles não substituem a avaliação histopatológica. A decisão de realizar uma laparoscopia ou laparotomia depende do grau de suspeita e da experiência do cirurgião, mas em casos de alta suspeita de malignidade, a laparotomia é frequentemente preferida para garantir um estadiamento completo e uma ressecção oncológica adequada.

Perguntas Frequentes

Quais características ultrassonográficas sugerem malignidade em uma massa anexial?

Características suspeitas incluem componente sólido, septos espessos, vegetações internas, ascite, e vascularização interna com baixo índice de resistência ao Doppler.

Por que o baixo índice de resistência ao Doppler é um sinal de alerta em massas anexiais?

Um baixo índice de resistência indica alta vascularização e neovascularização, características comuns de tumores malignos que necessitam de suprimento sanguíneo intenso para seu crescimento e proliferação.

Qual a conduta inicial para uma massa anexial com alta suspeita de malignidade em pós-menopausa?

A conduta mais adequada é a laparotomia exploradora, que permite a biópsia, estadiamento e, se confirmado câncer, a ressecção cirúrgica adequada, como a pan-histerectomia.

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