FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2021
A região anexial pode ser muito bem avaliada através do ultrassom e suas alterações devem ser distinguidas das modificações fisiológicas normais. Dentre as opções abaixo, qual caracterização de massa ovariana apresenta o maior risco de malignidade?
Massa anexial sólida ao USG → maior risco de malignidade ovariana.
Massas ovarianas sólidas, especialmente aquelas com vascularização interna ao Doppler, são as que apresentam maior risco de malignidade. Cistos simples, uniloculares e anecóicos são geralmente benignos, enquanto a presença de septos espessos, projeções papilares ou componentes sólidos aumenta a suspeita.
A avaliação de massas anexiais é um desafio comum na prática ginecológica, exigindo a distinção entre lesões fisiológicas, benignas e malignas. A ultrassonografia pélvica é a ferramenta de primeira linha para essa avaliação, fornecendo informações cruciais sobre a morfologia da massa, sua composição e vascularização. A suspeita de malignidade em uma massa ovariana é guiada por características ultrassonográficas específicas. Massas com componente predominantemente sólido, septos espessos, projeções papilares, ascite e vascularização interna ao Doppler são consideradas de alto risco. A presença de um componente sólido é um dos indicadores mais fortes de malignidade, diferenciando-se de cistos puramente císticos que são, em sua maioria, benignos e funcionais. A conduta para massas anexiais depende do risco de malignidade. Lesões de baixo risco podem ser acompanhadas, enquanto as de alto risco geralmente requerem intervenção cirúrgica e avaliação histopatológica. O Índice de Risco de Malignidade (IRM), que combina achados ultrassonográficos, status menopausal e níveis de CA-125, é uma ferramenta útil para estratificação de risco e direcionamento para centros especializados.
Características como componente sólido, septos espessos (>3mm), projeções papilares, vascularização interna ao Doppler, ascite e bilateralidade aumentam a suspeita de malignidade em massas ovarianas.
Cistos benignos são geralmente anecóicos, uniloculares, de paredes finas e sem vascularização interna. Cistos malignos tendem a ser sólidos, multiloculares, com septos espessos, projeções papilares e fluxo sanguíneo interno.
Marcadores como o CA-125 são úteis, mas não diagnósticos isoladamente. Elevam-se em malignidades, mas também em condições benignas. São mais valiosos em conjunto com a ultrassonografia e para monitoramento da resposta ao tratamento.
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