Massa Anexial em Mulheres: Avaliação e Conduta Cirúrgica

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2021

Enunciado

J.N.M., 44 anos, assintomática, sem história prévia de doença ginecológica ou cirurgia, GII PII A0, apresenta irregularidade menstrual e oligomenorreia há 4 anos. À ultrassonografia transvaginal: imagem cística anexial com 7 cm de diâmetro máximo, multiloculada, com septações de até 2 mm de espessura, com fluxos escassos detectados ao Doppler. Assinale a alternativa que apresenta a melhor interpretação e conduta do caso clínico.

Alternativas

  1. A) Há maior probabilidade de apresentar lesão benigna, e a melhor conduta é controle evolutivo com Doppler.
  2. B) Há maior probabilidade de apresentar lesão maligna, e a melhor conduta é solicitar RNM.
  3. C) Há maior probabilidade de apresentar lesão maligna, e a melhor conduta é quimioterapia neoadjuvante.
  4. D) Há maior probabilidade de apresentar lesão maligna, e a melhor conduta é a ressecção cirúrgica.
  5. E) Há maior probabilidade de apresentar lesão benigna, e a melhor conduta é a ressecção cirúrgica.

Pérola Clínica

Massa anexial multiloculada com septações finas e Doppler escasso em mulher de 44a → alta chance de benignidade, mas cirurgia para confirmação/sintomas.

Resumo-Chave

Embora a ultrassonografia sugira benignidade (septações finas, Doppler escasso), o tamanho (7 cm), a multiloculação e a idade da paciente (44 anos, perimenopausa) aumentam a preocupação e justificam a ressecção cirúrgica para diagnóstico definitivo e tratamento, mesmo que a probabilidade de malignidade seja menor.

Contexto Educacional

Massas anexiais são achados comuns na prática ginecológica, variando de cistos funcionais benignos a neoplasias malignas. A avaliação inicial é crucial e geralmente envolve a história clínica, exame físico e ultrassonografia transvaginal. Fatores como idade da paciente, sintomas, tamanho da massa, características morfológicas e presença de fluxo ao Doppler são essenciais para estratificar o risco de malignidade. No caso apresentado, a paciente de 44 anos, embora assintomática em relação à massa, apresenta irregularidade menstrual e oligomenorreia, que podem estar relacionadas. A ultrassonografia revela uma massa de 7 cm, multiloculada com septações finas e fluxos escassos ao Doppler. Embora as septações finas e o Doppler escasso sugiram benignidade, o tamanho da massa (>5-7 cm) e a multiloculação, em uma mulher perimenopausa, elevam a preocupação. A conduta em massas anexiais deve equilibrar o risco de malignidade com a morbidade da intervenção. Lesões maiores que 5-7 cm, multiloculadas ou com características atípicas, mesmo que com Doppler escasso, frequentemente justificam a remoção cirúrgica para diagnóstico definitivo e tratamento. A ressecção cirúrgica permite a análise histopatológica, que é o padrão-ouro para diferenciar lesões benignas de malignas, e é a conduta mais acertada neste cenário.

Perguntas Frequentes

Quais características ultrassonográficas sugerem benignidade em uma massa anexial?

Características de benignidade incluem cisto unilocular, paredes finas e lisas, ausência de septos ou septos finos (<3mm), ausência de componentes sólidos ou vegetações, e ausência ou fluxo vascular escasso ao Doppler.

Quando a idade da paciente influencia a conduta em uma massa anexial?

A idade é um fator importante. Em mulheres na pós-menopausa, qualquer massa anexial é considerada de maior risco para malignidade. Em pré-menopausa, cistos funcionais são mais comuns, mas características suspeitas ou tamanho grande ainda exigem investigação.

Qual o papel da ressonância magnética (RNM) na avaliação de massas anexiais?

A RNM é útil para caracterizar massas anexiais indeterminadas na ultrassonografia, fornecendo mais detalhes sobre a composição tecidual e extensão, auxiliando na diferenciação entre lesões benignas e malignas, mas não substitui a ultrassonografia como método inicial.

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