SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2019
Mulher, 35 anos, assintomática, deseja gestar, refere que realizou um exame ultrassonográfico com imagem anexial direita cística com componente sólido de 10 cm de diâmetro, com aumento da vascularização no componente sólido de 4cm e na septação grosseira. As dosagens de marcadores alfafetoproteína, CA 125 e Antígeno carcinoembrionário (CEA) estão normais. Qual melhor conduta diante desse caso?
Massa anexial complexa com componente sólido e vascularização → alto risco de malignidade, requer exploração cirúrgica com biópsia de congelação.
Uma massa anexial complexa com componente sólido, vascularização e septações grosseiras, mesmo com marcadores tumorais normais, tem um risco significativo de malignidade e exige abordagem cirúrgica para diagnóstico e tratamento. A biópsia de congelação é crucial para guiar a conduta intraoperatória.
A avaliação de massas anexiais é um desafio comum na ginecologia, especialmente em mulheres em idade reprodutiva. A presença de características ultrassonográficas como componente sólido, vascularização e septações grosseiras eleva o índice de suspeita para malignidade, mesmo na ausência de elevação de marcadores tumorais como CA 125, alfafetoproteína e CEA, que podem ser normais em estágios iniciais ou em certos tipos histológicos de câncer. A fisiopatologia dos tumores ovarianos é complexa e pode envolver diferentes linhagens celulares (epitelial, germinativa, do estroma). A idade da paciente e o desejo de gestar são fatores cruciais na tomada de decisão. Em pacientes jovens, a preservação da fertilidade é uma prioridade, sempre que possível e seguro. A conduta para uma massa anexial complexa com alto índice de suspeita é a exploração cirúrgica. A via laparoscópica é preferível por ser menos invasiva, mas a laparotomia pode ser necessária em casos de grande volume ou suspeita de doença avançada. A salpingooforectomia unilateral é a abordagem inicial para preservar a fertilidade. A biópsia de congelação intraoperatória é fundamental para determinar a natureza da lesão (benigna ou maligna) e guiar a extensão da cirurgia, evitando procedimentos excessivos em casos benignos ou garantindo o estadiamento completo em casos malignos.
Características suspeitas incluem componente sólido, vascularização interna (especialmente no componente sólido), septações espessas ou irregulares, ascite, e tamanho > 5-10 cm.
A biópsia de congelação permite um diagnóstico histopatológico rápido durante a cirurgia, guiando o cirurgião sobre a extensão da ressecção necessária (conservadora ou radical) e o estadiamento, caso seja maligno.
Em mulheres jovens que desejam gestar, a salpingooforectomia unilateral com congelação permite a preservação da fertilidade, removendo apenas o ovário afetado, caso o resultado da biópsia intraoperatória confirme benignidade ou malignidade em estágio inicial.
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