FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2020
Paciente 55 anos, assintomática, realizou ultrassom transvaginal de rotina que evidenciou massa anexial de 8cm, multilobulada, com conteúdo misto e presença de vegetação intracapsular. A próxima conduta deverá ser:
Massa anexial > 5cm, complexa, com vegetações em pós-menopausa → alto risco malignidade → cirurgia.
Uma massa anexial complexa (multilobulada, conteúdo misto, vegetações) em mulher pós-menopausa (>50 anos) é altamente suspeita de malignidade, justificando abordagem cirúrgica imediata com avaliação intraoperatória (congelação) para guiar a extensão da cirurgia (citorredução).
A avaliação de massas anexiais em mulheres na pós-menopausa é um desafio clínico importante, dada a maior prevalência de malignidade nessa faixa etária. É crucial para residentes reconhecer os sinais de alerta e a conduta apropriada para otimizar o prognóstico das pacientes. A abordagem deve ser rápida e precisa, minimizando a morbidade e mortalidade associadas. A ultrassonografia transvaginal é o método de imagem inicial e mais importante. Características como tamanho (>5 cm), presença de componente sólido, septos espessos, vegetações intracapsulares, fluxo vascular aumentado ao Doppler e ascite são fortes indicadores de malignidade. Nesses casos, a conduta não deve ser de acompanhamento, mas sim cirúrgica. A dosagem de CA-125 pode complementar a avaliação, mas não substitui a necessidade de biópsia ou cirurgia em lesões suspeitas. A conduta para uma massa anexial altamente suspeita em pós-menopausa é a laparotomia exploradora com ooforectomia. A congelação intraoperatória do material é essencial para definir a natureza da lesão (benigna, borderline ou maligna) e guiar a extensão da cirurgia, que pode evoluir para uma cirurgia citorredutora completa, incluindo histerectomia, omentectomia e linfadenectomia, se malignidade for confirmada.
Características ultrassonográficas de alto risco incluem tamanho > 5-10 cm, presença de vegetações ou projeções papilares, septos espessos (>3 mm), componente sólido, fluxo vascular aumentado ao Doppler e ascite.
O CA-125 é um marcador tumoral útil, mas não exclusivo, para tumores ovarianos epiteliais. Níveis elevados em pós-menopausa aumentam a suspeita de malignidade, mas valores normais não excluem câncer, e ele pode estar elevado em condições benignas.
A congelação intraoperatória permite um diagnóstico histopatológico rápido durante a cirurgia, guiando o cirurgião sobre a necessidade de realizar uma cirurgia citorredutora mais extensa (estadiamento completo) ou se a lesão é benigna e a cirurgia pode ser menos invasiva.
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