São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2025
Paciente feminina, 48 anos, G3P3, apresenta queixa de dor pélvica crônica, sensação de peso abdominal e aumento progressivo do volume abdominal nos últimos 6 meses. Relatada constipação ocasional e episódios de náusea. Ao exame físico, observa-se massa palpável na região pélvica, dolorosa à palpação profunda e sem sinais de linfonodomegalias superficiais. A ultrassonografia transvaginal revelou massa anexial heterogênea de 10 cm à esquerda com septações espessas e vascularização aumentada. CA-125 sérico = 320 U/mL. Com base no quadro apresentado, qual a conduta inicial mais adequada?
Massa anexial complexa com CA-125 elevado e características ultrassonográficas suspeitas exige TC de abdome e pelve para estadiamento inicial.
Diante de uma massa anexial com características de alto risco (idade, CA-125 elevado, septações espessas, vascularização aumentada), a conduta inicial mais adequada é a solicitação de uma tomografia computadorizada de pelve e abdome. Este exame é essencial para avaliar a extensão da doença, identificar possíveis metástases e planejar a abordagem cirúrgica ou oncológica.
A avaliação de uma massa anexial em mulheres, especialmente na perimenopausa ou pós-menopausa, exige uma abordagem cuidadosa devido à possibilidade de malignidade. A queixa de dor pélvica crônica, sensação de peso abdominal e aumento progressivo do volume abdominal, associados a sintomas gastrointestinais como constipação e náuseas, são sinais de alerta que podem indicar uma neoplasia ovariana. O exame físico e a ultrassonografia transvaginal são os primeiros passos na investigação, fornecendo informações cruciais sobre as características da massa. Neste caso, a ultrassonografia revelou uma massa anexial heterogênea de 10 cm com septações espessas e vascularização aumentada, características altamente suspeitas de malignidade. O CA-125 sérico elevado (320 U/mL) reforça essa suspeita, embora seja importante lembrar que o CA-125 pode estar elevado em condições benignas. Diante de um quadro de alta suspeita de câncer de ovário, o próximo passo crucial é o estadiamento da doença. O câncer de ovário é frequentemente diagnosticado em estágios avançados, e um estadiamento preciso é fundamental para definir a estratégia terapêutica. A tomografia computadorizada (TC) de pelve e abdome é o exame de imagem de escolha para o estadiamento de massas anexiais suspeitas. Ela permite avaliar a extensão da doença, identificar a presença de ascite, linfonodomegalias regionais ou à distância, e metástases em outros órgãos, como o peritônio, fígado ou pulmões. Com base nas informações da TC, a equipe oncológica pode planejar a conduta mais adequada, que pode incluir cirurgia de citorredução primária ou quimioterapia neoadjuvante seguida de cirurgia, visando a melhor sobrevida e qualidade de vida para a paciente.
Características que sugerem malignidade incluem tamanho maior que 10 cm, presença de septações espessas, componentes sólidos, vascularização aumentada ao Doppler, ascite, e níveis elevados de marcadores tumorais como o CA-125, especialmente em mulheres pós-menopausa.
A tomografia computadorizada de pelve e abdome é fundamental para o estadiamento pré-operatório. Ela permite avaliar a extensão da doença, identificar linfonodomegalias, metástases à distância (peritoneais, hepáticas, pulmonares) e planejar a cirurgia de citorredução ou a necessidade de quimioterapia neoadjuvante.
O CA-125 é um marcador tumoral útil na avaliação de massas anexiais, especialmente em mulheres pós-menopausa. Níveis elevados aumentam a suspeita de câncer de ovário, mas não são específicos, podendo estar elevados em condições benignas. Sua principal utilidade é no monitoramento da resposta ao tratamento e na detecção de recidivas.
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