HDG - Hospital Dilson Godinho (MG) — Prova 2015
Mulher, 25 anos de idade, virgem, ciclos menstruais regulares, realizou ultrassom pélvico que revelou massa anexial à esquerda, complexa, medindo 10 cm³ de diâmetro de provável origem ovariana. Ovário esquerdo com 18 cm³, ovário direito com 6 cm³ e útero com 80 cm³. Diante desse quadro, qual a conduta mais adequada?
Massa anexial complexa > 5-10 cm em mulher jovem/virgem → cistectomia ovariana para preservar ovário.
Uma massa anexial complexa de 10 cm em uma mulher jovem e virgem, mesmo que de provável origem ovariana, exige uma conduta que vise à preservação da fertilidade. A cistectomia ovariana por laparoscopia é a abordagem mais adequada, permitindo a remoção do cisto e a avaliação histopatológica, minimizando o impacto no ovário remanescente.
A presença de uma massa anexial é um achado comum na prática ginecológica, e sua avaliação requer uma abordagem cuidadosa, especialmente em mulheres jovens. A ultrassonografia pélvica é o método de imagem inicial e mais importante para caracterizar a massa, determinando seu tamanho, características (cística, sólida, complexa) e origem. No caso de uma mulher jovem, virgem, com uma massa anexial complexa de 10 cm, a principal preocupação é diferenciar entre condições benignas (como cistos funcionais grandes, endometriomas, teratomas císticos maduros) e malignas. A idade da paciente e o fato de ser virgem, com ciclos regulares, tendem a favorecer a benignidade, mas o tamanho e a complexidade exigem investigação. A conduta mais adequada é a cistectomia ovariana esquerda, preferencialmente por via laparoscópica. Essa abordagem permite a remoção apenas do cisto, preservando o tecido ovariano saudável e, consequentemente, a fertilidade da paciente. A ooforectomia (remoção de todo o ovário) seria uma conduta excessivamente agressiva para um caso com provável benignidade e sem evidências claras de malignidade, especialmente em uma mulher que ainda não teve filhos. A punção do cisto não é recomendada para massas complexas devido ao risco de disseminação de células malignas e à baixa acurácia diagnóstica. O uso de anticoncepcionais orais combinados é mais indicado para cistos funcionais menores e simples, não para uma massa complexa de 10 cm.
Características de complexidade incluem septações internas, componentes sólidos, vegetações, vascularização interna, ascite ou irregularidades na parede do cisto. Cistos simples, por outro lado, são anecóicos e de paredes finas.
Cistos ovarianos que persistem por mais de 2-3 ciclos menstruais, ou que são maiores que 5-10 cm, especialmente se complexos ou sintomáticos, geralmente requerem avaliação cirúrgica para diagnóstico e tratamento, devido ao risco de torção, ruptura ou malignidade.
A cistectomia ovariana remove apenas o cisto, preservando o tecido ovariano saudável e, consequentemente, a função endócrina e a fertilidade da mulher. A ooforectomia, que remove todo o ovário, é uma medida mais radical e deve ser evitada em mulheres jovens, a menos que haja forte suspeita ou confirmação de malignidade.
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