Oxigenoterapia: Máscara Venturi e Concentração de O2

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2023

Enunciado

Quanto à administração de oxigênio em casos de insuficiência respiratória aguda, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Na máscara venturi a concentração de oxigênio é definida por adaptadores codificados por cores ou por entrada de ar conectada a cartucho de umidificação.
  2. B) As campânulas de Hood (halo de oxigênio) devem ser utilizadas com fluxo máximo de oxigênio de 5 litros/min.
  3. C) As máscaras simples fornecem altas concentrações de oxigênio quando utilizadas com fluxos acima de 15 litros/min.
  4. D) O cateter nasal de alto fluxo aquecido e umidificado é útil para oferecer ventilação não invasiva com dois níveis de pressão.

Pérola Clínica

Máscara Venturi = concentração de O2 precisa via adaptadores coloridos ou entrada de ar controlada.

Resumo-Chave

A máscara de Venturi é o dispositivo de escolha quando se necessita de uma concentração de oxigênio precisa e controlada, independentemente do padrão respiratório do paciente. Isso é alcançado através de adaptadores coloridos ou orifícios que controlam o fluxo de ar ambiente que se mistura ao oxigênio.

Contexto Educacional

A oxigenoterapia é um pilar fundamental no manejo da insuficiência respiratória aguda, visando corrigir a hipoxemia e reduzir o trabalho respiratório. A escolha do dispositivo de entrega de oxigênio é crucial e depende da gravidade da hipoxemia, da necessidade de FiO2 precisa e do conforto do paciente. A compreensão dos diferentes sistemas é essencial para a prática clínica e para provas de residência. A fisiopatologia da hipoxemia pode ser complexa, envolvendo distúrbios de ventilação-perfusão, shunt, hipoventilação ou distúrbios da difusão. Dispositivos de alto fluxo, como a máscara de Venturi, são projetados para fornecer uma FiO2 fixa e previsível, independentemente das variações do volume corrente e da frequência respiratória do paciente. Isso é conseguido através de um sistema de arrastamento de ar que mistura o oxigênio com o ar ambiente em proporções controladas. O tratamento da insuficiência respiratória aguda com oxigenoterapia deve ser guiado pela oximetria de pulso e, quando possível, pela gasometria arterial. A máscara de Venturi é particularmente útil em pacientes com DPOC, onde a hipercapnia pode ser um risco com FiO2 elevadas. O prognóstico melhora com a administração adequada de oxigênio. Pontos de atenção incluem a monitorização contínua, a umidificação adequada do oxigênio e a avaliação da necessidade de escalonamento para ventilação não invasiva ou invasiva.

Perguntas Frequentes

Quando a máscara de Venturi é indicada na oxigenoterapia?

A máscara de Venturi é indicada quando é necessária uma concentração de oxigênio (FiO2) precisa e estável, como em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e insuficiência respiratória, onde a hipercapnia pode ser exacerbada por FiO2 elevadas e descontroladas.

Como a máscara de Venturi garante a precisão da FiO2?

A máscara de Venturi utiliza o princípio de Bernoulli, onde o oxigênio de alto fluxo passa por um orifício estreito, arrastando o ar ambiente através de aberturas laterais. Adaptadores codificados por cores ou orifícios de diferentes tamanhos controlam a proporção de ar ambiente/oxigênio, definindo a FiO2 exata.

Quais as limitações de outros dispositivos de oxigenoterapia?

Máscaras simples e cateteres nasais são dispositivos de baixo fluxo, cuja FiO2 é variável e depende do padrão respiratório do paciente. As campânulas de Hood são para neonatos e o cateter nasal de alto fluxo não oferece ventilação não invasiva com dois níveis de pressão.

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