CEREM - Comissão Estadual de Residência Médica de Alagoas — Prova 2021
Um grupo de técnicos de enfermagem de um hospital adquiriu infecção por Sars-CoV-2. Segundo a CCIH a exposição deve ter ocorrido no refeitório do hospital, já que a maioria dos infectados não estava cuidando de pacientes com COVID-19. O hospital mencionado dispõe de EPIs para os trabalhadores.Considerando as indicações de uso de máscaras N95 e as limitações de disponibilidade,identifique a circunstância na qual esse uso pode ser dispensado no cuidado de pacientes com COVID-19.
Máscara N95/PFF2 é dispensável em procedimentos sem geração de aerossóis, como coleta de sangue para sorologia.
O uso de máscaras N95/PFF2 é reservado para procedimentos que geram aerossóis ou em ambientes com alto risco de transmissão aérea da COVID-19, devido à sua capacidade de filtrar partículas menores. Coleta de sangue para testes sorológicos, por não gerar aerossóis, não exige N95, sendo suficiente máscara cirúrgica.
A pandemia de COVID-19 trouxe à tona a importância crítica dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), especialmente as máscaras N95 (ou PFF2 no Brasil), para a segurança dos profissionais de saúde. A compreensão das indicações de uso dessas máscaras é fundamental, não apenas para a proteção, mas também para a gestão racional de recursos, dada a sua limitação de disponibilidade em muitos contextos. A fisiopatologia da transmissão do Sars-CoV-2 ocorre principalmente por gotículas respiratórias e, em certas circunstâncias, por aerossóis. As máscaras N95/PFF2 são projetadas para filtrar partículas muito pequenas, incluindo aerossóis, sendo, portanto, indispensáveis em procedimentos que geram aerossóis, como intubação, broncoscopia, ressuscitação cardiopulmonar e coleta de swab nasofaríngeo. O diagnóstico da necessidade de N95 baseia-se na avaliação do risco de geração de aerossóis. Em contraste, procedimentos que não geram aerossóis, como a coleta de sangue para testes sorológicos, não exigem o uso de máscara N95/PFF2, sendo suficiente a máscara cirúrgica. A distinção entre esses cenários é crucial para otimizar o uso dos EPIs, garantindo a proteção adequada onde é mais necessária e evitando o desperdício em situações de menor risco de transmissão aérea. A educação contínua sobre essas diretrizes é vital para a segurança da equipe e a eficácia das medidas de controle de infecção.
Procedimentos geradores de aerossóis incluem intubação orotraqueal, ventilação não invasiva, broncoscopia, aspiração de vias aéreas abertas, ressuscitação cardiopulmonar, nebulização e coleta de amostras respiratórias como swab nasofaríngeo.
A máscara cirúrgica protege contra gotículas maiores, enquanto a N95/PFF2 filtra partículas menores (aerossóis) com alta eficiência (95% ou mais), sendo indicada para situações de maior risco de transmissão aérea.
A máscara cirúrgica é suficiente para o cuidado de rotina de pacientes com COVID-19 que não estão em procedimentos geradores de aerossóis, para visitantes e para a equipe em áreas de baixo risco, protegendo contra gotículas.
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