Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2025
Com relação à máscara laríngea, assinale a alternativa correta.
Máscara laríngea contraindicada em patologia obstrutiva/alterações anatômicas da via aérea superior.
A máscara laríngea é um dispositivo supraglótico útil para o manejo da via aérea, especialmente em situações de via aérea difícil ou como ponte para intubação. No entanto, sua eficácia e segurança são comprometidas em pacientes com patologias obstrutivas ou alterações anatômicas da via aérea superior, como trauma, malformações ou epiglotite, onde a vedação adequada pode ser impossível ou agravar a obstrução.
A máscara laríngea é um dispositivo supraglótico amplamente utilizado na prática anestésica e em situações de emergência para o manejo da via aérea. Ela oferece uma alternativa menos invasiva que a intubação traqueal para manter a ventilação e oxigenação, sendo particularmente útil em casos de via aérea difícil onde a intubação falhou. Sua inserção é relativamente simples e rápida, tornando-a uma ferramenta valiosa no arsenal do médico. O mecanismo de ação da máscara laríngea envolve a criação de um selo ao redor da entrada da laringe, permitindo a ventilação dos pulmões. No entanto, sua eficácia depende de uma anatomia de via aérea relativamente normal e da ausência de obstruções significativas. Patologias obstrutivas, como epiglotite, tumores laríngeos, ou alterações anatômicas decorrentes de trauma ou malformações congênitas, podem impedir a formação de um selo adequado, tornando o dispositivo ineficaz e potencialmente perigoso, pois pode agravar a obstrução. As contraindicações da máscara laríngea são cruciais para garantir a segurança do paciente. Além das obstruções e alterações anatômicas, o alto risco de aspiração pulmonar (pacientes com estômago cheio, refluxo grave) também é uma contraindicação importante, pois a máscara não oferece a mesma proteção contra aspiração que um tubo endotraqueal com cuff insuflado. O prognóstico do manejo da via aérea depende da escolha correta do dispositivo e da técnica, e a falha em reconhecer as contraindicações pode levar a hipóxia e desfechos desfavoráveis.
A máscara laríngea é indicada para ventilação em anestesia geral, como resgate em via aérea difícil (incapacidade de intubar ou ventilar com máscara facial), e como canal para intubação traqueal em algumas situações. É uma alternativa eficaz para manter a oxigenação.
Contraindicações absolutas incluem obstrução da via aérea superior (trauma, epiglotite, tumores), risco elevado de aspiração pulmonar (estômago cheio, refluxo gastroesofágico grave), e complacência pulmonar muito baixa ou alta resistência das vias aéreas que exijam altas pressões de ventilação.
A escolha do tamanho da máscara laríngea é baseada no peso do paciente. Por exemplo, o tamanho 1 é para <5kg, tamanho 2 para 10-20kg, tamanho 2.5 para 20-30kg, tamanho 3 para 30-50kg, tamanho 4 para 50-70kg e tamanho 5 para >70kg. A alternativa B da questão está incorreta, pois o tamanho 2 é para 10-20kg, não até 5kg.
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