HOSP - Hospital de Olhos de São Paulo — Prova 2020
O recém-nascido de parto normal que pode apresentar máscara equimótica, nas primeiras horas após o parto, é aquele que durante o trabalho de parto apresentava-se em:
Máscara equimótica em RN → apresentação de face (defletida 3º grau) com compressão torácica/cervical prolongada.
A máscara equimótica é um sinal de compressão venosa prolongada na cabeça e pescoço do feto durante o trabalho de parto. É mais comum em apresentações defletidas de terceiro grau (face), onde a cabeça fetal está hiperextendida, aumentando a pressão sobre as estruturas cervicais e torácicas superiores.
A máscara equimótica neonatal é uma condição benigna caracterizada por cianose e equimose na face e pescoço do recém-nascido, que pode se estender ao tórax superior. É um achado clínico que reflete a estase venosa e a ruptura de pequenos vasos sanguíneos devido à compressão prolongada das veias da cabeça e pescoço durante o trabalho de parto. Embora assustadora para os pais, geralmente não há consequências graves a longo prazo. A fisiopatologia está diretamente ligada à posição fetal durante o parto. A apresentação defletida de terceiro grau, ou apresentação de face, é a mais comumente associada. Nesta posição, a cabeça do feto está em hiperextensão máxima, o que pode levar a uma compressão significativa das estruturas vasculares cervicais e torácicas superiores contra a pelve materna, resultando na estase venosa e nos achados equimóticos. O diagnóstico é clínico, observado nas primeiras horas após o nascimento. O manejo da máscara equimótica é expectante, pois a condição tende a resolver-se espontaneamente em poucos dias ou semanas. É importante tranquilizar os pais e monitorar o recém-nascido para outras possíveis lesões associadas a um trabalho de parto prolongado ou difícil, como lesões nervosas ou fraturas. A identificação dessa condição serve como um lembrete da importância de avaliar a apresentação fetal e as possíveis complicações do parto.
A máscara equimótica se manifesta como cianose e equimose na face e pescoço do recém-nascido, podendo se estender ao tórax superior, devido à estase venosa.
É causada pela compressão prolongada das veias da cabeça e pescoço do feto durante o trabalho de parto, frequentemente associada à apresentação de face (defletida de terceiro grau).
Geralmente, a máscara equimótica é benigna e se resolve espontaneamente. No entanto, pode indicar um trabalho de parto mais difícil e deve-se investigar outras possíveis lesões associadas à compressão.
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