HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2022
Maria, de 82 anos tem história conhecida de demência vascular. É trazida à consulta pela filha, por agitação associada a infeção do trato urinário. Qual das seguintes características distingue os sintomas de delirium dos de demência?
Delirium = Início agudo + flutuação + alteração estado de consciência. Demência = Início insidioso + curso crônico + consciência preservada.
A principal característica que distingue o delirium da demência é a alteração do estado de consciência e a flutuação dos sintomas ao longo do dia no delirium. Enquanto a demência é um declínio cognitivo crônico e progressivo com consciência geralmente preservada, o delirium é um estado agudo de disfunção cerebral, frequentemente desencadeado por uma condição médica subjacente, como uma ITU.
O delirium e a demência são condições que afetam a cognição, mas possuem características distintas que são cruciais para o diagnóstico e manejo, especialmente em idosos. Residentes e estudantes de medicina devem ser capazes de diferenciá-los, pois o delirium é uma emergência médica que indica uma condição subjacente aguda. A principal característica que distingue o delirium da demência é a alteração do estado de consciência e a flutuação dos sintomas ao longo do dia no delirium. Enquanto a demência é um declínio cognitivo crônico e progressivo, com consciência geralmente preservada, o delirium é um estado agudo de disfunção cerebral, com início súbito e curso flutuante, frequentemente desencadeado por uma condição médica aguda, como uma infecção do trato urinário (ITU) em idosos. O reconhecimento precoce do delirium é vital, pois sua causa subjacente é frequentemente reversível. O tratamento envolve identificar e corrigir a causa precipitante, além de medidas de suporte. Em contraste, a demência é uma condição crônica e progressiva, sem cura, cujo manejo foca em controle sintomático e suporte ao paciente e cuidadores.
O delirium é caracterizado por um distúrbio da atenção e da consciência, com início agudo e curso flutuante, e uma alteração na cognição que não pode ser explicada por uma demência preexistente ou em evolução.
Pacientes com demência têm uma reserva cerebral reduzida e maior vulnerabilidade a estressores fisiológicos (infecções, medicamentos, desidratação), o que os torna mais propensos a desenvolver delirium.
As causas mais comuns incluem infecções (ITU, pneumonia), desidratação, distúrbios metabólicos, medicamentos (especialmente anticolinérgicos, benzodiazepínicos), dor não controlada e privação de sono.
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