Grupo OPTY - Rede de Oftalmologia — Prova 2025
Maria, 28 anos, procura atendimento ginecológico queixando-se de irregularidade menstrual há seis meses e crescimento de pelos em excesso na face e no peito. Ela menciona que a menstruação, antes regular, agora ocorre a cada dois ou três meses. Ao exame físico, notam-se pelos escuros e grossos na região do queixo e na linha média do abdômen. Sobre o hirsutismo e a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), é CORRETO afirmar:
Hirsutismo pode ser diagnosticado clinicamente mesmo com escore normal se há crescimento de pelos em áreas típicas.
O diagnóstico de hirsutismo é clínico e pode ser feito mesmo com um escore de Ferriman-Gallwey abaixo do ponto de corte, se houver crescimento de pelos terminais em áreas andrógeno-dependentes, especialmente na face, que cause desconforto estético ou psicológico à paciente.
O hirsutismo, definido como o crescimento excessivo de pelos terminais em áreas do corpo tipicamente masculinas, é um sinal comum de hiperandrogenismo em mulheres. É frequentemente associado à Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), uma endocrinopatia complexa que afeta mulheres em idade reprodutiva, caracterizada por disfunção ovulatória, hiperandrogenismo e morfologia ovariana policística. A fisiopatologia do hirsutismo na SOP envolve o aumento da produção de andrógenos pelos ovários e/ou glândulas adrenais, além de uma sensibilidade aumentada dos folículos pilosos a esses hormônios. O diagnóstico do hirsutismo é primariamente clínico, utilizando a escala de Ferriman-Gallwey para quantificar a pilificação. No entanto, a percepção da paciente e o impacto psicossocial são cruciais, e o diagnóstico pode ser feito mesmo com escores baixos se houver desconforto significativo. O tratamento do hirsutismo e da SOP é multifacetado, visando reduzir os níveis de andrógenos e/ou bloquear sua ação nos tecidos-alvo. Isso pode incluir contraceptivos orais combinados, antiandrogênios (como espironolactona), sensibilizadores de insulina (como metformina) e métodos cosméticos de remoção de pelos. O manejo deve ser individualizado, considerando os sintomas predominantes e os objetivos da paciente.
Os critérios de Rotterdam exigem a presença de pelo menos dois dos seguintes: oligo/anovulação, hiperandrogenismo clínico (hirsutismo, acne, alopecia) ou laboratorial, e ovários policísticos à ultrassonografia, após exclusão de outras causas.
A escala de Ferriman-Gallwey avalia o crescimento de pelos terminais em nove áreas do corpo andrógeno-dependentes, atribuindo um escore de 0 a 4 para cada área. Um escore total ≥ 8 (ou ≥ 6 em algumas populações) é geralmente considerado diagnóstico de hirsutismo.
Outras causas incluem hiperplasia adrenal congênita não clássica, tumores produtores de andrógenos (ovário ou adrenal), síndrome de Cushing, hipotireoidismo, acromegalia e uso de certos medicamentos.
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