BI-RADS 3: Conduta e Seguimento de Nódulos Mamários

Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2023

Enunciado

Maria, paciente de 28 anos, chega para consulta médica com seu ginecologista já com resultado de exames, solicitados por outro profissional. Está um pouco nervosa, porque observou que seu ultrassom de mamas veio com uma alteração e gostaria da sua opinião. Refere que sua avó teve câncer de mama diagnosticado aos 66 anos. Traz ultrassonografia que descreve um nódulo às 6 horas da mama direita, de 1,5cm em seu maior diâmetro, circunscrito, paralelo à pele, com reforço acústico, laudado como BI RADS 3. Qual a sua conduta?

Alternativas

  1. A) Orientar novo exame em 6 meses.
  2. B) Indicar biópsia do nódulo com agulha grossa.
  3. C) Solicitar mamografia complementar.
  4. D) Considerando o histórico familiar, solicitar ressonância nuclear magnética.

Pérola Clínica

Nódulo mamário BI-RADS 3 em USG → seguimento em 6 meses, risco < 2% de malignidade.

Resumo-Chave

Lesões BI-RADS 3 são provavelmente benignas, com risco de malignidade inferior a 2%. A conduta padrão é o seguimento ultrassonográfico em 6 meses para reavaliação, evitando biópsias desnecessárias. O histórico familiar da avó aos 66 anos não altera a conduta inicial para um BI-RADS 3.

Contexto Educacional

O sistema BI-RADS (Breast Imaging Reporting and Data System) é uma ferramenta padronizada para classificar achados em exames de imagem da mama, essencial para a comunicação entre radiologistas e clínicos. A categoria BI-RADS 3 indica uma lesão provavelmente benigna, com um risco de malignidade inferior a 2%, sendo um achado comum na prática clínica. As características ultrassonográficas que sugerem benignidade e levam à classificação BI-RADS 3 incluem nódulos circunscritos, ovais, paralelos à pele (mais largos que altos) e com reforço acústico posterior. O diagnóstico diferencial inclui fibroadenomas e cistos complicados. A suspeita clínica e o histórico familiar são importantes, mas não modificam a conduta inicial de seguimento para um BI-RADS 3. A conduta preconizada para lesões BI-RADS 3 é o seguimento ultrassonográfico em 6 meses, seguido por exames anuais por 2 anos. Se a lesão permanecer estável ou regredir, pode ser reclassificada como BI-RADS 2 (benigna). Se houver crescimento ou alteração das características, a biópsia deve ser considerada.

Perguntas Frequentes

Quais características ultrassonográficas indicam um nódulo mamário BI-RADS 3?

Nódulos BI-RADS 3 geralmente são circunscritos, ovais, paralelos à pele (mais largos que altos), com reforço acústico posterior, sugerindo benignidade. A ausência de características suspeitas é crucial para essa classificação.

Qual o risco de malignidade de uma lesão BI-RADS 3?

O risco de malignidade associado a uma lesão BI-RADS 3 é baixo, geralmente inferior a 2%, justificando a conduta de seguimento em vez de biópsia imediata, que seria reservada para BI-RADS 4 ou 5.

Quando um histórico familiar de câncer de mama altera a conduta para um BI-RADS 3?

Um histórico familiar de câncer de mama, como o da avó aos 66 anos, não altera a conduta inicial para um BI-RADS 3, que permanece sendo o seguimento. A biópsia é considerada se houver mudança nas características ou reclassificação para BI-RADS 4/5.

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