UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2022
Assinale a assertiva correta sobre o tratamento cirúrgico de câncer gástrico.
Câncer gástrico difuso → margens cirúrgicas maiores devido à infiltração submucosa.
O câncer gástrico do tipo difuso, como o de células em anel de sinete, tem um padrão de crescimento infiltrativo submucoso, o que dificulta a avaliação macroscópica da extensão tumoral. Por isso, requer margens cirúrgicas mais amplas para garantir a ressecção completa e reduzir o risco de recidiva local.
O tratamento cirúrgico do câncer gástrico é a principal modalidade curativa, e a adequação da ressecção é crucial para o prognóstico. A escolha da técnica cirúrgica e a extensão da ressecção dependem do estadiamento do tumor, sua localização e tipo histológico. A gastrectomia, seja total ou subtotal, deve ser acompanhada de linfadenectomia D2 para garantir a remoção de linfonodos regionais e melhorar a sobrevida. A avaliação das margens cirúrgicas é um ponto crítico. Tumores gástricos do tipo difuso, como o carcinoma de células em anel de sinete, são caracterizados por um padrão de crescimento infiltrativo sem formação de massa evidente, disseminando-se pela submucosa. Essa característica exige margens cirúrgicas mais amplas (geralmente >5 cm) para assegurar a remoção completa da doença microscópica e minimizar o risco de recidiva local. A laparoscopia diagnóstica é fundamental no estadiamento de tumores gástricos avançados, permitindo identificar metástases peritoneais que não são detectadas por exames de imagem pré-operatórios, evitando cirurgias desnecessárias. A reconstrução em Y de Roux é a técnica preferencial após gastrectomia total e frequentemente após subtotal, visando restaurar a continuidade do trato gastrointestinal e prevenir complicações como o refluxo biliar.
Tumores difusos exigem margens cirúrgicas maiores (pelo menos 5-7 cm) devido à sua natureza infiltrativa submucosa, que é difícil de delimitar macroscopicamente.
A laparoscopia diagnóstica é indicada principalmente para estadiamento de tumores avançados, a fim de identificar metástases peritoneais ocultas e evitar laparotomias desnecessárias.
A reconstrução em Y de Roux é comumente utilizada após gastrectomia total ou subtotal para prevenir o refluxo biliar e esofagite, melhorando a qualidade de vida do paciente.
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