SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2020
Uma mãe de primeira viagem, apresenta grandes inseguranças acerca do desenvolvimento da filha, de quais situações são normais ou anormais, além de quando ela deve esperar que a criança consiga demonstrar certas capacidades.Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, considerando principalmente as informações do Tratado de Pediatria (Nelson), julgue o item a seguir. O movimento de pinça anatômica com o polegar e indicador costuma surgir aos 6 meses de vida.
Pinça imatura ≈ 9 meses; Pinça fina/anatômica ≈ 10-12 meses.
O desenvolvimento motor fino progride da preensão palmar para a pinça com as pontas dos dedos (anatômica) apenas próximo ao final do primeiro ano de vida, não aos 6 meses.
O acompanhamento do desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM) é pilar central da puericultura. Segundo o Tratado de Pediatria de Nelson, a motricidade fina segue uma direção proximo-distal e ulnar-radial. Aos 6 meses, a criança desenvolve a preensão palmar radial, mas ainda carece da oposição fina do polegar necessária para a pinça anatômica. Esta habilidade exige maturação cortical e coordenação neuromuscular que tipicamente se manifesta entre o 10º e o 12º mês. Identificar atrasos nesses marcos é crucial para a detecção precoce de transtornos do desenvolvimento, deficiências sensoriais ou síndromes genéticas. Para provas de residência, é fundamental decorar a sequência clássica: 4 meses (preensão palmar voluntária), 7 meses (transferência de objetos e preensão radial), 9 meses (pinça imatura/tesoura), 12 meses (pinça fina/anatômica). A questão aborda justamente essa confusão temporal, atribuindo uma habilidade de final de primeiro ano a um lactente de apenas 6 meses.
A pinça anatômica, também chamada de pinça fina ou superior, é a capacidade da criança de segurar objetos pequenos utilizando especificamente a oposição da polpa do polegar com a polpa do dedo indicador. Este é um marco avançado da coordenação motora fina que exige maturação neurológica significativa. Diferencia-se da pinça imatura (ou pinça inferior), que surge por volta dos 9 meses, onde a criança utiliza a face lateral do dedo indicador contra o polegar para pinçar objetos, assemelhando-se a um movimento de tesoura. A pinça anatômica permite maior precisão e é essencial para o desenvolvimento de habilidades futuras como a escrita.
A evolução motora fina segue uma sequência previsível: aos 4 meses, a preensão é palmar voluntária; aos 5 meses, a criança consegue segurar um objeto com as duas mãos; aos 6-7 meses, surge a preensão palmar radial (uso do polegar e dedos, exceto o mínimo) e a transferência de objetos entre as mãos. Aos 9 meses, consolida-se a pinça imatura (lateral do indicador). Finalmente, entre os 10 e 12 meses, a criança atinge a pinça anatômica fina. Conhecer essa cronologia é vital para o pediatra identificar precocemente atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor durante as consultas de rotina.
Aos 6 meses, o marco motor fino principal não é a pinça, mas sim a capacidade de preensão palmar radial e o início da transferência de objetos de uma mão para a outra. É também a fase em que a criança começa a levar objetos à boca de forma coordenada e a bater objetos contra a mesa. Do ponto de vista motor grosseiro, os 6 meses marcam o sentar com apoio (tripé). Confundir a pinça anatômica com os marcos de 6 meses é um erro comum em provas, pois a pinça exige uma especialização distal que só ocorre meses depois.
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