UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2020
Uma lactente de 6 meses, sexo feminino, é trazida pela mãe à consulta de puericultura com queixa de atraso do desenvolvimento. A mãe relata que a filha senta-se projetando para frente e apoiando nas mãos, brinca com os pés e emite sons consonantais. Porém, não engatinha, e não faz gestos com a mão e a cabeça (“tchau”, “não bate palmas”). Baseado na sua hipótese diagnóstica, a melhor conduta é:
Lactente de 6 meses que senta com apoio, brinca com os pés e emite sons consonantais apresenta desenvolvimento típico.
A descrição do desenvolvimento da lactente de 6 meses (senta com apoio, brinca com os pés, sons consonantais) está dentro do esperado para a idade. A ausência de engatinhar ou gestos como 'tchau' não são marcos obrigatórios aos 6 meses, sendo a conduta de tranquilizar a mãe a mais adequada.
A avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM) é um componente essencial da puericultura, permitindo identificar precocemente atrasos e orientar as famílias. É fundamental que o residente conheça os marcos de desenvolvimento esperados para cada faixa etária, bem como a ampla janela de normalidade em que essas habilidades podem surgir. Aos 6 meses, o desenvolvimento é marcado por avanços significativos nas áreas motora, de linguagem e social. Nessa idade, é esperado que o lactente consiga sentar com apoio, brincar com os pés, rolar, transferir objetos entre as mãos e levar objetos à boca. Na área de linguagem, o balbucio com sons consonantais é comum. Socialmente, o bebê demonstra interesse por pessoas e objetos, sorri e responde a estímulos. A ausência de engatinhar ou de gestos como 'tchau' ou 'bater palmas' não são considerados atrasos aos 6 meses, pois essas habilidades geralmente surgem mais tarde, por volta dos 8 a 12 meses. Diante de uma queixa de atraso, o médico deve realizar uma avaliação cuidadosa, comparando as habilidades do bebê com os marcos esperados para a idade corrigida. Se o desenvolvimento estiver dentro da normalidade, a conduta mais adequada é tranquilizar os pais, reforçar a importância da estimulação e agendar o próximo acompanhamento, evitando encaminhamentos desnecessários que podem gerar ansiedade.
Aos 6 meses, o bebê geralmente rola, senta com apoio, transfere objetos de uma mão para outra, leva objetos à boca, balbucia (sons consonantais) e reconhece rostos familiares.
Sinais de alerta incluem ausência de sorriso social aos 3 meses, não sustentar a cabeça aos 4 meses, não tentar alcançar objetos aos 6 meses, ou perda de habilidades previamente adquiridas.
A puericultura permite o acompanhamento contínuo do desenvolvimento infantil, identificando precocemente desvios e orientando os pais sobre estímulos adequados e expectativas realistas para cada fase.
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