UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2024
Lactente, sexo feminino, 9 meses de idade, nascida a termo, comparece para consulta de rotina. Na história pregressa não há informação de intercorrências. Apresenta boa aceitação alimentar e tem bom ganho ponderal. A mãe está preocupada porque acha a bebê atrasada no desenvolvimento em comparação às outras duas irmãs. Ao exame físico, a criança senta com apoio, não faz pega em pinça e tenta se deslocar arrastando o corpo até um objeto oferecido.Com base no quadro apresentado, assinale a alternativa correta.
Lactente 9 meses: sentar com apoio e arrastar-se são variações normais; pega em pinça se desenvolve até 10 meses. Tranquilizar e reavaliar é a conduta inicial.
O desenvolvimento infantil segue uma sequência, mas com grande variabilidade individual. Aos 9 meses, sentar sem apoio é esperado, mas sentar com apoio ainda pode ser uma variação normal, especialmente se a criança demonstra outras formas de mobilidade e bom ganho ponderal. A pega em pinça fina geralmente se consolida entre 9 e 12 meses. A ausência de sinais de alerta graves justifica a observação e reavaliação antes de encaminhamentos especializados.
A avaliação do desenvolvimento infantil é uma parte fundamental da consulta pediátrica de rotina. Os marcos do desenvolvimento são habilidades que a maioria das crianças adquire em idades específicas, mas existe uma ampla gama de normalidade. Aos 9 meses de idade, espera-se que o lactente apresente avanços significativos nas áreas motoras grossa e fina, linguagem e socialização. É crucial que o pediatra saiba identificar tanto os marcos esperados quanto as variações normais para evitar encaminhamentos desnecessários ou, inversamente, atrasos no diagnóstico de problemas reais. No caso apresentado, a criança senta com apoio (marco de 6-7 meses), não faz pega em pinça (esperada entre 9-12 meses) e tenta se deslocar arrastando o corpo. Embora esteja ligeiramente atrasada em alguns aspectos, a presença de bom ganho ponderal e a ausência de outros sinais de alerta (como hipotonia grave, perda de marcos ou falta de interação social) sugerem que a criança pode estar dentro da faixa de variação normal do desenvolvimento. O arrastar-se é uma forma válida de locomoção que precede o engatinhar ou andar. A conduta inicial mais apropriada é tranquilizar a mãe, reforçar a importância do estímulo em casa e agendar um retorno em curto prazo (antes dos 12 meses) para reavaliar o progresso. Se houver persistência do atraso ou surgimento de novos sinais de alerta, então um encaminhamento para neuropediatra ou fisioterapia especializada seria mais indicado. A observação cuidadosa e o acompanhamento são essenciais antes de intervenções mais invasivas.
Aos 9 meses, espera-se que o bebê sente-se sem apoio, comece a engatinhar ou a se arrastar, puxe-se para ficar em pé, transfira objetos de uma mão para outra e comece a desenvolver a pega em pinça. Também pode balbuciar 'mamã' ou 'papá' e responder ao próprio nome.
A preocupação deve surgir se o lactente não sustenta a cabeça, não tenta se sentar mesmo com apoio, não demonstra interesse em objetos, não vocaliza ou perdeu marcos de desenvolvimento previamente adquiridos. A ausência total de tentativas de mobilidade ou interação também são sinais de alerta.
A pega em pinça (uso do polegar e indicador) é um marco importante do desenvolvimento motor fino, geralmente adquirido entre 9 e 12 meses. Ela indica a coordenação olho-mão e a destreza manual necessárias para tarefas futuras como alimentação independente e escrita, sendo crucial para a exploração do ambiente.
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