CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2024
Idosa, 75 anos, procura atendimento em decorrência de dispneia e tosse. Foi internada para tratar pneumonia, contudo, durante a internação, passou a evoluir com vertigem postural.Ao exame físico apresentava PA:100x70mmHg e FC:54bpm, o ECG da paciente encontra-se a seguir:A melhor conduta para o quadro da paciente é:
Idosa com bradicardia sintomática (vertigem, hipotensão) → Marcapasso é a conduta definitiva.
Em pacientes idosos com bradicardia sintomática (vertigem, dispneia, hipotensão), especialmente se refratária a medidas iniciais como atropina (se aplicável), a instalação de um marcapasso é a conduta definitiva. A bradicardia pode ser causada por bloqueios atrioventriculares ou disfunção do nó sinusal, e o marcapasso restaura a frequência cardíaca adequada.
A bradicardia sintomática em pacientes idosos é uma condição clínica importante que exige avaliação e manejo adequados. A frequência cardíaca lenta pode ser causada por diversas etiologias, incluindo disfunção do nó sinusal (doença do nó sinusal) ou bloqueios atrioventriculares (BAV). Os sintomas, como vertigem postural, dispneia e hipotensão, refletem a inadequada perfusão cerebral e sistêmica devido ao baixo débito cardíaco. A identificação desses sintomas em um paciente bradicárdico é crucial para a tomada de decisão terapêutica. O diagnóstico da bradicardia é feito pelo eletrocardiograma (ECG), que pode revelar bradicardia sinusal, bloqueios atrioventriculares de diferentes graus (primeiro, segundo tipo Mobitz I e II, e terceiro grau) ou outras arritmias bradicárdicas. A correlação entre os sintomas e o ritmo cardíaco é fundamental. Em um cenário de urgência, a conduta inicial para bradicardia sintomática pode incluir a administração de atropina, mas esta é frequentemente uma medida temporária e ineficaz para bloqueios de alto grau. Para bradicardias sintomáticas persistentes, especialmente em idosos com evidência de bloqueios atrioventriculares avançados ou disfunção do nó sinusal refratária, a instalação de um marcapasso cardíaco definitivo é a melhor conduta. O marcapasso restaura uma frequência cardíaca adequada, alivia os sintomas e melhora a qualidade de vida do paciente, prevenindo complicações graves como síncope e quedas. A decisão de implantar um marcapasso deve ser baseada na avaliação clínica completa e nos achados eletrocardiográficos.
Os sintomas de uma bradicardia clinicamente significativa incluem tontura, vertigem, síncope ou pré-síncope, dispneia, dor torácica, fadiga e confusão mental. A hipotensão arterial é um sinal de má perfusão e gravidade.
A atropina é um agente colinérgico que pode ser usado para bradicardia sintomática, especialmente em bradicardia sinusal ou bloqueio atrioventricular de primeiro grau e alguns de segundo grau (Mobitz I). No entanto, sua eficácia é limitada em bloqueios de alto grau (Mobitz II ou BAVT) e é uma medida temporária.
As principais indicações incluem bradicardia sintomática persistente devido a disfunção do nó sinusal ou bloqueio atrioventricular de segundo grau tipo Mobitz II, bloqueio atrioventricular de terceiro grau (BAVT), e bradicardia induzida por medicamentos essenciais sem alternativa.
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