Seminoma Testicular: Marcadores Tumorais e Diagnóstico

INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2023

Enunciado

O aumento expressivo da incidência de neoplasias na população mais jovem tem sido assunto frequente nas revistas médicas. Os tumores testiculares já são uma neoplasia com alta incidência nas faixas etárias mais jovens. Considerando o tumor seminomatoso, não haverá elevação de:

Alternativas

  1. A) Alfafeto proteína, apenas.
  2. B) Beta HCG, apenas.
  3. C) LDH e alfa feto proteína.
  4. D) Beta HGG e alfafeto proteína.
  5. E) LDH, apenas.

Pérola Clínica

Seminoma puro: ↑ Beta-HCG e LDH podem ocorrer, mas NUNCA ↑ Alfafetoproteína.

Resumo-Chave

Em tumores testiculares seminomatosos puros, a alfafetoproteína (AFP) não se eleva. A elevação da AFP indica a presença de um componente de tumor de células germinativas não seminomatoso, mesmo que pequeno, e muda o estadiamento e o prognóstico.

Contexto Educacional

Os tumores testiculares são as neoplasias sólidas mais comuns em homens jovens, com pico de incidência entre 15 e 35 anos. Dentre eles, o seminoma é o tipo histológico mais frequente, representando cerca de 50% dos casos. O diagnóstico precoce e a correta classificação histológica são fundamentais para o manejo e prognóstico desses pacientes. A avaliação inicial de um tumor testicular inclui exame físico, ultrassonografia escrotal e dosagem de marcadores tumorais séricos. Os principais marcadores são a alfafetoproteína (AFP), a gonadotrofina coriônica humana beta (Beta-HCG) e a desidrogenase láctica (LDH). A fisiopatologia da produção desses marcadores está ligada ao tipo celular do tumor. No seminoma puro, a AFP não se eleva. A elevação da AFP, mesmo que discreta, sugere a presença de um componente não seminomatoso (como tumor do saco vitelino) e classifica o tumor como não seminomatoso, o que implica em um estadiamento e tratamento diferentes. O Beta-HCG pode estar discretamente elevado em até 20-30% dos seminomas puros, e a LDH pode estar elevada em casos de alta carga tumoral, sendo um marcador de prognóstico. O conhecimento desses marcadores é crucial para o diagnóstico diferencial, estadiamento e acompanhamento da resposta ao tratamento.

Perguntas Frequentes

Quais marcadores tumorais são úteis no diagnóstico e acompanhamento do seminoma?

Os principais marcadores são Beta-HCG e LDH. A alfafetoproteína (AFP) é crucial por sua ausência de elevação no seminoma puro, indicando um componente não seminomatoso se estiver elevada.

Por que a alfafetoproteína não se eleva no seminoma puro?

A AFP é produzida por células do saco vitelino e outros componentes não seminomatosos. No seminoma puro, as células tumorais não possuem essa capacidade de produção, tornando sua elevação um indicativo de doença mista ou não seminomatosa.

Qual a importância da LDH no tumor testicular?

A desidrogenase láctica (LDH) é um marcador inespecífico de massa tumoral e proliferação celular. Sua elevação no tumor testicular, incluindo o seminoma, pode correlacionar-se com a carga tumoral e ser um fator prognóstico.

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