TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2021
Considere que um paciente do sexo feminino, 45 anos de idade, em investigação de tumor de sítio primário desconhecido, está internada em enfermaria de clínica médica quando, inadvertidamente, são solicitados diversos marcadores tumorais. Na interpretação desses achados:
Marcadores tumorais → Úteis para seguimento; CA 19.9 ↑ na pancreatite e câncer de pâncreas.
Marcadores tumorais possuem baixa especificidade para diagnóstico inicial, sendo mais utilizados para monitorar resposta terapêutica e detectar recidivas.
Marcadores tumorais são substâncias produzidas por células cancerosas ou pelo corpo em resposta ao câncer. Na prática clínica, sua aplicação é frequentemente mal compreendida. A maioria dos marcadores carece de sensibilidade para o rastreamento precoce e de especificidade para o diagnóstico definitivo, uma vez que processos inflamatórios e benignos podem causar elevações significativas. O CA 19.9, por exemplo, é um antígeno glicosídico associado a tumores pancreatobiliares, mas sua interpretação exige cautela em pacientes com icterícia obstrutiva ou pancreatite. O CEA é o padrão para seguimento de câncer colorretal, mas não substitui a colonoscopia. O conhecimento das limitações desses testes é essencial para evitar biópsias desnecessárias e ansiedade do paciente.
Não. Embora o CA 19.9 seja o marcador mais associado ao câncer de pâncreas, ele apresenta baixa especificidade, podendo estar elevado em condições benignas como pancreatite aguda ou crônica, colangite e obstruções biliares. Sua principal utilidade é no acompanhamento da resposta ao tratamento e na detecção precoce de recidiva em pacientes que já possuem o diagnóstico.
O CA 125 é amplamente utilizado para monitorar a resposta ao tratamento e detectar a recorrência do câncer de ovário epitelial. No entanto, não é recomendado para rastreamento na população geral devido à baixa especificidade, pois pode elevar-se em endometriose, gravidez, miomatose e processos inflamatórios pélvicos.
O Antígeno Carcinoembrionário (CEA) não deve ser usado para diagnóstico ou rastreamento de câncer colorretal devido à sua baixa sensibilidade em estágios iniciais e baixa especificidade (pode elevar-se em fumantes, DPOC e hepatopatias). Ele é fundamental no seguimento pós-operatório para detectar metástases ou recorrências.
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