CRER - Centro de Reabilitação Dr. Henrique Santillo (GO) — Prova 2015
Em relação aos marcadores tumorais, não podemos afirmar:
Marcadores tumorais: CEA (colorretal), CA-125 (ovário, não triagem), AFP (testículo), Beta-2-microglobulina (mieloma), LDH (linfoma, prognóstico).
A desidrogenase lática (LDH) é um marcador inespecífico, mas sua elevação está associada à carga tumoral e prognóstico em Linfoma não Hodgkin. Embora seja um parâmetro importante na avaliação inicial e acompanhamento, a questão pode ter considerado que seu papel como 'monitorização' direta da resposta ao tratamento não é tão específico quanto outros marcadores, levando à interpretação de que não se pode afirmar seu uso exclusivo para monitorização.
Os marcadores tumorais são substâncias (proteínas, enzimas, hormônios) produzidas por células tumorais ou pelo corpo em resposta ao câncer. Eles são úteis no diagnóstico, estadiamento, monitoramento da resposta ao tratamento e detecção de recorrências de diversas neoplasias. No entanto, é crucial entender que a maioria dos marcadores não é específica o suficiente para ser usada isoladamente na triagem ou diagnóstico definitivo. Exemplos importantes incluem o CEA para câncer colorretal, o CA-125 para câncer de ovário (principalmente monitoramento), a alfafetoproteína (AFP) para tumores testiculares e hepatocarcinoma, e a beta-2-microglobulina para mieloma múltiplo, onde é um indicador prognóstico e de massa tumoral. Cada marcador tem suas particularidades e deve ser interpretado no contexto clínico completo do paciente. A desidrogenase lática (LDH) é uma enzima inespecífica, mas sua elevação em pacientes com Linfoma não Hodgkin é um importante fator prognóstico, indicando maior carga tumoral e proliferação celular. Embora não seja um marcador tumoral direto, é amplamente utilizada para avaliar a atividade da doença e o prognóstico, sendo um componente essencial dos índices prognósticos em linfomas. Residentes devem dominar o uso e as limitações desses marcadores para uma prática oncológica eficaz.
O CEA (Antígeno Carcinoembrionário) é primariamente utilizado para monitorar a recorrência de tumores colorretais após o tratamento e para avaliar a resposta à quimioterapia em pacientes com doença avançada, não sendo recomendado para triagem populacional.
O CA-125 não é recomendado para triagem de câncer de ovário na população geral devido à sua baixa especificidade (pode estar elevado em condições benignas). É mais útil para monitorar a resposta ao tratamento e detectar recorrências em pacientes já diagnosticadas.
A beta-2-microglobulina é um importante marcador prognóstico e de estadiamento no Mieloma Múltiplo. Seus níveis séricos refletem a massa tumoral e a função renal, sendo utilizada para classificar o risco da doença e guiar o tratamento.
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