Hepatite B Aguda: Interpretação dos Marcadores Sorológicos

HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2020

Enunciado

No diagnóstico da hepatite aguda pelo vírus B, apenas considerando o aspecto clínico não é possível identificar o agente etiológico, sendo necessária a realização de exames sorológicos. Sobre os marcadores sorológicos do vírus B, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas; (  ) HBeAg positivo indica tendência de cura da doença. (  ) O HbsAg positivo por mais de seis meses é preditivo de evolução crônica. (  ) Anti-HbcIgM indica infecção aguda, porém a sua persistência tem valor preditivo de gravidade. A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é

Alternativas

  1. A) V V V
  2. B) V V F
  3. C) F V V
  4. D) F V F
  5. E) F F F

Pérola Clínica

HBeAg = replicação viral ativa (não cura); HBsAg > 6 meses = cronicidade; Anti-HBc IgM = infecção aguda.

Resumo-Chave

O HBeAg positivo indica alta replicação viral e infectividade, não tendência de cura. A persistência do HBsAg por mais de seis meses é o principal critério para definir a cronicidade da infecção. O Anti-HBc IgM é o marcador de infecção aguda e sua persistência pode indicar gravidade ou falha na resolução.

Contexto Educacional

A hepatite B é uma infecção viral do fígado causada pelo vírus da hepatite B (HBV), que pode cursar de forma aguda ou crônica. O diagnóstico clínico isolado é insuficiente para identificar o agente etiológico, sendo fundamental a análise dos marcadores sorológicos. A interpretação correta desses marcadores é crucial para o diagnóstico, estadiamento e manejo da doença, bem como para a identificação de portadores e a prevenção da transmissão. Os principais marcadores sorológicos incluem o HBsAg (Antígeno de Superfície), que indica infecção ativa; o Anti-HBs (Anticorpo contra o Antígeno de Superfície), que indica imunidade (por vacinação ou infecção prévia resolvida); o Anti-HBc (Anticorpo contra o Antígeno do Core), que pode ser IgM (infecção aguda ou reativação) ou IgG (infecção prévia ou crônica); e o HBeAg (Antígeno e) e Anti-HBe (Anticorpo contra o Antígeno e), que refletem a replicação viral e a infectividade. Na hepatite B aguda, o HBsAg e o Anti-HBc IgM são positivos. O HBeAg positivo indica alta replicação viral e infectividade, não uma tendência de cura. A persistência do HBsAg por mais de seis meses é o critério definidor da hepatite B crônica. O Anti-HBc IgM é o marcador de infecção aguda e sua persistência, embora não seja um preditor isolado de gravidade, pode indicar uma infecção mais prolongada ou reativação, exigindo acompanhamento. A soroconversão de HBeAg para anti-HBe e, posteriormente, a clareamento do HBsAg e desenvolvimento de Anti-HBs são sinais de resolução da infecção.

Perguntas Frequentes

Qual a importância do HBsAg no diagnóstico da hepatite B?

O HBsAg (Antígeno de Superfície do Vírus da Hepatite B) é o primeiro marcador a aparecer na infecção e sua presença indica infecção ativa. Se persistir por mais de seis meses, define a cronicidade da doença.

O que o HBeAg e o anti-HBe indicam na infecção por hepatite B?

O HBeAg (Antígeno e do Vírus da Hepatite B) indica replicação viral ativa e alta infectividade. A soroconversão para anti-HBe (Anticorpo contra o Antígeno e) geralmente indica uma fase de menor replicação viral e melhor prognóstico.

Como o Anti-HBc IgM ajuda a diferenciar hepatite B aguda de crônica?

O Anti-HBc IgM (Anticorpo IgM contra o Antígeno do Core do Vírus da Hepatite B) é o marcador mais confiável de infecção aguda ou reativação recente, pois aparece precocemente e persiste por cerca de 6 meses. Sua ausência, com presença de Anti-HBc IgG, sugere infecção prévia ou crônica.

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