Visão Laser - Centro Oftalmológico (SP) — Prova 2018
Uma ferramenta facilmente disponível e de baixo custo para identificar pacientes ambulatoriais de maior risco (aproximadamente 70% de mortalidade em 5 anos), está descrita adequadamente a seguir, indique-a:
QRS > 120ms + Pressão de Pulso < 40mmHg → alto risco de mortalidade em IC não chagásica.
A combinação de um QRS alargado (>120ms), indicativo de distúrbio de condução intraventricular, com uma pressão de pulso estreita (<40mmHg), que reflete baixo débito cardíaco e rigidez arterial, é um marcador de alto risco em pacientes com insuficiência cardíaca não chagásica, associado a disfunção ventricular e pior prognóstico.
A estratificação de risco em pacientes com insuficiência cardíaca (IC) é crucial para guiar o manejo e otimizar o prognóstico. Embora existam diversas ferramentas complexas, marcadores simples e de baixo custo, como a análise do eletrocardiograma (ECG) e da pressão arterial, podem fornecer informações valiosas. A identificação precoce de pacientes de alto risco permite intervenções mais agressivas e acompanhamento mais rigoroso, impactando diretamente a sobrevida. A combinação de um QRS alargado (> 120 ms) com uma pressão de pulso estreita (< 40 mmHg) é um forte preditor de mortalidade em pacientes com IC de etiologia não chagásica. O QRS alargado sugere um distúrbio de condução intraventricular, frequentemente associado à disfunção sistólica ventricular esquerda e à dessincronia. A pressão de pulso estreita, por sua vez, reflete um baixo débito cardíaco e/ou aumento da rigidez arterial, ambos indicativos de doença cardíaca avançada. Esses achados, mesmo em pacientes ambulatoriais, sinalizam uma disfunção ventricular significativa. Pacientes identificados com esses marcadores de alto risco (aproximadamente 70% de mortalidade em 5 anos) devem ser avaliados para otimização terapêutica, incluindo terapias farmacológicas e não farmacológicas, como dispositivos cardíacos (ressincronização ou desfibrilador implantável), se indicados. O prognóstico desfavorável sublinha a necessidade de uma abordagem multidisciplinar e de consideração para cuidados paliativos em estágios avançados da doença.
Os principais marcadores incluem um QRS > 120 ms no ECG e uma pressão de pulso estreita (< 40 mmHg). Ambos indicam disfunção ventricular e estão associados a um aumento significativo da mortalidade em 5 anos.
A pressão de pulso estreita (< 40 mmHg) reflete uma baixa complacência arterial e um baixo débito cardíaco, sendo um indicador de disfunção ventricular avançada e pior prognóstico em pacientes com insuficiência cardíaca.
A doença de Chagas possui características fisiopatológicas e eletrocardiográficas distintas, com um prognóstico que pode ser influenciado por outros fatores, tornando a aplicação direta desses marcadores menos precisa ou necessitando de validação específica para essa população.
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