HGNI - Hospital Geral de Nova Iguaçu (Hospital da Posse) (RJ) — Prova 2015
Paciente masculino, 46 anos, atendido na emergência com quadro de pancreatite aguda de provável etiologia alcoólica. Na abordagem inicial deste paciente, qual marcador laboratorial não é utilizado como parâmetro na evolução para pancreatite aguda grave?
Pancreatite aguda grave: PCR, procalcitonina, hematócrito e LDH são marcadores. Albumina não é critério de gravidade.
Na pancreatite aguda, marcadores como Proteína C Reativa (PCR), procalcitonina, hematócrito e LDH são utilizados para avaliar a gravidade e o prognóstico. A albumina, embora possa estar baixa em pacientes graves devido à inflamação sistêmica, não é um marcador primário ou um critério estabelecido para a classificação de gravidade da pancreatite aguda.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas que pode variar de leve e autolimitada a grave e fatal. A etiologia mais comum é biliar ou alcoólica. A identificação precoce de pacientes com risco de desenvolver pancreatite aguda grave é crucial para otimizar o manejo e melhorar o prognóstico, sendo um tema de grande relevância na medicina de emergência e gastroenterologia. A avaliação da gravidade da pancreatite aguda envolve uma combinação de dados clínicos, laboratoriais e de imagem. Marcadores laboratoriais como a Proteína C Reativa (PCR), que reflete a intensidade da resposta inflamatória sistêmica, e a procalcitonina, que pode indicar infecção ou necrose pancreática, são amplamente utilizados. O hematócrito elevado nas primeiras 24-48 horas pode indicar hemoconcentração e maior risco de necrose, enquanto a desidrogenase lática (LDH) elevada sugere lesão celular. A albumina, embora um indicador do estado nutricional e da gravidade de doenças crônicas, não é um marcador primário ou um critério estabelecido para a classificação da gravidade da pancreatite aguda. Outros sistemas de pontuação, como os Critérios de Ranson e APACHE II, e a classificação de Atlanta revisada, que considera a presença de falência orgânica e complicações locais, são mais utilizados para estratificar o risco. O conhecimento desses marcadores e critérios é essencial para o residente na abordagem inicial e acompanhamento desses pacientes.
Os principais marcadores laboratoriais incluem Proteína C Reativa (PCR), que reflete a resposta inflamatória sistêmica; procalcitonina, que indica infecção bacteriana; hematócrito, que pode indicar hemoconcentração ou hemorragia; e LDH, que é um marcador de lesão tecidual. Amilase e lipase são diagnósticas, mas não de gravidade.
A albumina não é um marcador direto de gravidade na pancreatite aguda. Embora a hipoalbuminemia possa estar presente em pacientes com inflamação sistêmica grave ou desnutrição, ela não é um critério específico ou primário para classificar a gravidade da doença, ao contrário de outros parâmetros que refletem diretamente a extensão da lesão pancreática e a resposta inflamatória.
Além dos marcadores laboratoriais, a gravidade da pancreatite aguda é classificada por critérios clínicos e de imagem. Os critérios de Ranson e APACHE II são escores prognósticos. Mais recentemente, os Critérios de Atlanta revisados classificam a pancreatite em leve, moderadamente grave e grave, baseando-se na presença de falência orgânica e complicações locais.
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