SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2024
A osteoporose é uma doença prevalente no idoso, porém subdiagnosticada e subtratada. Sobre a osteoporose é CORRETO afirmar que:
CTX = marcador reabsorção óssea. Útil para monitorar resposta ao tratamento e falha terapêutica na osteoporose.
O c-telopeptídeo (CTX) é um biomarcador de reabsorção óssea que reflete a atividade dos osteoclastos. Sua dosagem é útil para monitorar a resposta ao tratamento da osteoporose e identificar falha terapêutica, indicando a necessidade de ajuste na conduta.
A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica caracterizada por diminuição da massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, resultando em aumento da fragilidade óssea e risco de fraturas. É uma condição prevalente em idosos, especialmente mulheres pós-menopausa, e representa um problema de saúde pública significativo devido à morbimortalidade associada às fraturas por fragilidade. O subdiagnóstico e o subtratamento são desafios importantes. O diagnóstico da osteoporose é feito principalmente pela densitometria óssea (DXA), que mede a densidade mineral óssea (DMO). Além disso, a avaliação clínica de fatores de risco e a ocorrência de fraturas por fragilidade são cruciais. A fisiopatologia envolve um desequilíbrio entre a formação e a reabsorção óssea, com predomínio da reabsorção. Marcadores bioquímicos do metabolismo ósseo, como o c-telopeptídeo (CTX) para reabsorção e a fosfatase alcalina óssea (FA-óssea) para formação, podem complementar a avaliação. O tratamento da osteoporose visa prevenir fraturas e pode incluir agentes antirresortivos (bisfosfonatos, denosumabe) e agentes formadores ósseos (teriparatida, romosozumab). A escolha depende do risco de fratura do paciente e de comorbidades. O CTX, como marcador de reabsorção óssea, é particularmente útil para monitorar a resposta ao tratamento e identificar falha terapêutica, permitindo ajustes na conduta. A reposição de cálcio e vitamina D é fundamental para todos os pacientes.
Os principais marcadores de reabsorção óssea são o c-telopeptídeo (CTX) e a N-telopeptídeo (NTX), que refletem a degradação do colágeno tipo I pelos osteoclastos.
Em pacientes em tratamento com agentes antirresortivos (como bisfosfonatos), uma redução insuficiente ou um aumento nos níveis de CTX pode indicar falha terapêutica, sugerindo má adesão, má absorção ou necessidade de mudança de medicação.
Agentes formadores ósseos (anabólicos) como o teriparatida estimulam a formação de novo osso, enquanto agentes antirresortivos (como bisfosfonatos e denosumabe) inibem a reabsorção óssea pelos osteoclastos.
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