Marca-Passo Transcutâneo: Ajuste e Captura Elétrica

CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2021

Enunciado

Para o correto ajuste a corrente elétrica Marca-Passo Transcutâneo, o item correto é o item:

Alternativas

  1. A) Ajuste a corrente elétrica Marca-Passo Transcutâneo aumentando rapidamente, até que se obtenha captura elétrica, caracteriza pelo alargamento do complexo QRS com uma onda T larga e oposta à polaridade do QRS.
  2. B) Ajuste a corrente elétrica Marca-Passo Transcutâneo aumentando gradualmente, até que se obtenha captura elétrica, caracteriza pelo afinamento do complexo QRS com uma onda T larga e oposta à polaridade do QRS.
  3. C) Ajuste a corrente elétrica Marca-Passo Transcutâneo aumentando gradualmente, até que se obtenha captura elétrica, caracteriza pelo alargamento do complexo QRS com uma onda T larga e oposta à polaridade do QRS.
  4. D) Ajuste a corrente elétrica Marca-Passo Transcutâneo aumentando gradualmente, até que se obtenha captura elétrica, caracteriza pelo alargamento do complexo QRS com uma onda T larga e concordante à polaridade do QRS.

Pérola Clínica

Marca-passo transcutâneo: ↑ gradualmente corrente até captura elétrica (QRS alargado + T larga e oposta).

Resumo-Chave

O ajuste do marca-passo transcutâneo deve ser feito aumentando a corrente elétrica gradualmente até que a captura elétrica seja observada no ECG, caracterizada por um complexo QRS alargado e uma onda T larga com polaridade oposta ao QRS, indicando que o estímulo está despolarizando o ventrículo.

Contexto Educacional

O marca-passo transcutâneo é uma medida temporária e de emergência para o tratamento de bradicardias sintomáticas graves que não respondem à terapia farmacológica inicial. Ele utiliza eletrodos colocados na pele para entregar impulsos elétricos ao coração, estimulando a contração ventricular e restaurando um ritmo cardíaco adequado. O ajuste da corrente elétrica do marca-passo transcutâneo é um passo crítico. A corrente deve ser aumentada gradualmente, em incrementos de 2-10 mA, até que a captura elétrica seja observada no monitor de eletrocardiograma. A captura é caracterizada por um complexo QRS alargado e uma onda T larga, com polaridade oposta à do QRS, que segue cada espícula do marca-passo. Uma vez obtida a captura elétrica, a corrente deve ser ajustada para o menor nível que mantenha a captura, geralmente 2-5 mA acima do limiar de captura, para minimizar o desconforto do paciente e o risco de queimaduras. É fundamental também avaliar a captura mecânica (pulso palpável e melhora hemodinâmica) e considerar a sedação do paciente devido ao desconforto da estimulação.

Perguntas Frequentes

Em quais situações clínicas o Marca-Passo Transcutâneo é indicado?

O marca-passo transcutâneo é indicado em bradicardias sintomáticas graves (ex: bradicardia sinusal, bloqueio atrioventricular de segundo ou terceiro grau) que não respondem à atropina, especialmente em situações de emergência onde um marca-passo definitivo não está imediatamente disponível.

Como se confirma a captura elétrica eficaz do Marca-Passo Transcutâneo?

A captura elétrica é confirmada no eletrocardiograma pela presença de um complexo QRS alargado e uma onda T larga com polaridade oposta à do QRS, seguindo cada pulso do marca-passo. Além disso, a melhora clínica do paciente (ex: aumento da pressão arterial, melhora do nível de consciência) é fundamental.

Qual a diferença entre captura elétrica e captura mecânica no Marca-Passo Transcutâneo?

A captura elétrica é a despolarização do miocárdio ventricular visível no ECG. A captura mecânica é a resposta hemodinâmica resultante (pulso palpável, pressão arterial). Ambas devem ser avaliadas, pois a captura elétrica sem captura mecânica (dissociação eletromecânica) indica um problema grave.

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