FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2022
Em relação ao protocolo de morte encefálica e doação de órgãos, é correto afirmar que
Morte encefálica: após confirmação, manter doador potencial com vasoativos, hemotransfusão e ATB se necessário.
Após a confirmação da morte encefálica, a manutenção do potencial doador de órgãos é crucial para preservar a viabilidade dos órgãos. Isso envolve uma série de medidas de suporte hemodinâmico, respiratório e metabólico, incluindo o uso de drogas vasoativas para manter a pressão arterial e perfusão dos órgãos, hemotransfusão para corrigir anemia e coagulopatias, e antibióticos para prevenir infecções que possam comprometer os órgãos a serem doados.
O protocolo de morte encefálica é um processo rigoroso e bem estabelecido, fundamental para o diagnóstico preciso e para viabilizar a doação de órgãos. A compreensão de cada etapa, desde os testes clínicos até a confirmação por exames complementares, é crucial para a equipe médica. Além do diagnóstico, a manutenção do potencial doador de órgãos é uma etapa crítica, exigindo manejo intensivo para preservar a função dos órgãos e garantir o sucesso do transplante. Este processo complexo envolve múltiplos profissionais e decisões rápidas, com impacto direto na vida de pacientes que aguardam por um transplante.
O teste da apneia consiste em desconectar o paciente do ventilador, mantendo a oxigenação por cateter traqueal com O2 a 6-10 L/min, por um período de 8-10 minutos, observando a ausência de movimentos respiratórios. Antes do teste, a PaCO2 deve ser normalizada e a PaO2 otimizada para evitar hipoxemia.
Após a confirmação de morte encefálica, os cuidados incluem a manutenção da estabilidade hemodinâmica com drogas vasoativas, correção de distúrbios hidroeletrolíticos e metabólicos, hemotransfusão se necessário, controle da temperatura corporal e uso de antibióticos para prevenir infecções que possam comprometer a viabilidade dos órgãos.
Sim, no Brasil, o diagnóstico de morte encefálica exige a realização de um exame complementar que comprove a ausência de fluxo sanguíneo cerebral ou atividade elétrica cerebral, mesmo que os testes clínicos sejam compatíveis. Exemplos incluem angiografia cerebral, doppler transcraniano, eletroencefalograma ou cintilografia cerebral.
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