Doador de Órgãos: Suporte Hemodinâmico e Controle Pressórico

HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2022

Enunciado

Sobre o suporte hemodinâmico para a manutenção do potencial doador de órgãos, deve-se iniciar nitroprussiato de sódio ou esmolol em bomba infusora nas situações a seguir.

Alternativas

  1. A) Pressão arterial sistólica maior do que 180 mmHg, pressão arterial diastólica maior do que 120 mmHg, pressão arterial média maior do que 95 mmHg por 30 minutos ou lesão de órgão-alvo.
  2. B) Pressão arterial sistólica maior do que 200 mmHg, pressão arterial diastólica maior do que 150 mmHg, pressão arterial média maior do que 95 mmHg por 45 minutos ou lesão de órgão-alvo.
  3. C) Pressão arterial sistólica maior do que 180 mmHg, pressão arterial diastólica maior do que 120 mmHg, pressão arterial média maior do que 125 mmHg por 45 minutos ou lesão de órgão-alvo.
  4. D) Pressão arterial sistólica maior do que 180 mmHg, pressão arterial diastólica maior do que 150 mmHg, pressão arterial média maior do que 125 mmHg por 30 minutos ou lesão de órgão-alvo.

Pérola Clínica

Doador de órgãos: iniciar nitroprussiato/esmolol se PAS > 180, PAD > 120, PAM > 95 por 30 min OU lesão de órgão-alvo.

Resumo-Chave

O controle rigoroso da pressão arterial é vital na manutenção do potencial doador de órgãos para preservar a perfusão e a viabilidade dos órgãos. A hipertensão descontrolada pode causar lesão e inviabilizar o transplante.

Contexto Educacional

A manutenção do potencial doador de órgãos é um processo complexo e crítico que visa preservar a função e a viabilidade dos órgãos para transplante. Um dos pilares desse manejo é o suporte hemodinâmico adequado, que inclui o controle rigoroso da pressão arterial para garantir a perfusão tecidual e evitar lesões secundárias. A disfunção autonômica e a liberação de catecolaminas após a morte encefálica podem levar a episódios de hipertensão arterial grave. A hipertensão arterial não controlada no potencial doador pode resultar em lesões de órgãos como rins, coração e fígado, tornando-os inadequados para transplante. Por isso, protocolos específicos são estabelecidos para o manejo pressórico. A intervenção com agentes anti-hipertensivos de ação rápida, como o nitroprussiato de sódio (vasodilatador) ou o esmolol (betabloqueador de curta ação), é indicada quando a pressão arterial atinge limiares críticos. Os critérios para iniciar essa terapia incluem pressão arterial sistólica > 180 mmHg, pressão arterial diastólica > 120 mmHg, ou pressão arterial média > 95 mmHg, mantidos por um período de 30 minutos, ou a presença de lesão de órgão-alvo. O objetivo é manter a pressão arterial dentro de faixas fisiológicas que otimizem a perfusão e minimizem o risco de dano aos órgãos a serem doados, maximizando as chances de sucesso do transplante.

Perguntas Frequentes

Por que o controle da pressão arterial é crítico em potenciais doadores de órgãos?

O controle da pressão arterial é crucial para manter a perfusão adequada dos órgãos e prevenir lesões isquêmicas ou hemorrágicas que poderiam comprometer sua viabilidade para transplante. A hipertensão descontrolada pode causar danos irreversíveis.

Quais são os critérios para iniciar anti-hipertensivos em doadores de órgãos?

Devem ser iniciados agentes como nitroprussiato de sódio ou esmolol se a pressão arterial sistólica for maior que 180 mmHg, a diastólica maior que 120 mmHg, ou a média maior que 95 mmHg por 30 minutos, ou se houver evidência de lesão de órgão-alvo.

Quais medicamentos são utilizados para o controle da hipertensão em doadores?

Nitroprussiato de sódio e esmolol são frequentemente utilizados em infusão contínua para o controle rápido e ajustável da pressão arterial em potenciais doadores, devido ao seu rápido início e curta duração de ação.

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