AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2020
Na investigação diagnóstica dos distúrbios do esôfago, qual o exame que propicia um número importante de informações sobre a função do corpo esofágico e do esfincter inferior do esôfago? Também permite ao cirurgião excluir distúrbios primários de motilidade como acalasia, além de possibilitar planejamento do melhor procedimento cirúrgico.
Manometria esofágica = padrão ouro para distúrbios de motilidade esofágica (ex: acalasia).
A manometria esofágica é o exame que avalia a pressão e a coordenação das contrações do esôfago e do esfíncter inferior, sendo essencial para diagnosticar distúrbios de motilidade e guiar a conduta cirúrgica em condições como a acalasia.
A investigação diagnóstica dos distúrbios do esôfago é um campo complexo, e a escolha do exame adequado é crucial para um manejo eficaz. Dentre as diversas ferramentas disponíveis, a manometria esofágica destaca-se como o padrão ouro para a avaliação funcional da motilidade esofágica. Este exame fornece informações detalhadas sobre a atividade contrátil do corpo esofágico e a função dos esfíncteres, sendo indispensável para o diagnóstico de condições que afetam a deglutição e o trânsito alimentar. A manometria esofágica mede as pressões intraluminais ao longo do esôfago, permitindo identificar padrões de contração anormais, falha no relaxamento do esfíncter inferior do esôfago (EEI) ou hipercontratilidade. É particularmente valiosa na exclusão e classificação de distúrbios primários de motilidade, como a acalasia, que se caracteriza pela ausência de peristalse no corpo esofágico e relaxamento incompleto do EEI. A classificação da acalasia em tipos I, II e III pela manometria de alta resolução tem implicações prognósticas e terapêuticas. Para o cirurgião, a manometria esofágica não apenas confirma o diagnóstico, mas também orienta o planejamento do procedimento cirúrgico, como a miotomia de Heller para acalasia, ao indicar a extensão da disfunção muscular. Compreender os achados da manometria é fundamental para residentes e profissionais da gastroenterologia e cirurgia do aparelho digestivo, garantindo uma abordagem diagnóstica precisa e um tratamento otimizado para pacientes com disfagia e outros sintomas esofágicos.
A manometria esofágica avalia a pressão e a coordenação das contrações musculares do corpo esofágico e a função dos esfíncteres esofágicos superior e inferior. Ela mede a amplitude, duração e velocidade das ondas peristálticas, bem como o relaxamento do esfíncter inferior do esôfago.
A manometria é fundamental para diagnosticar distúrbios como acalasia (falha no relaxamento do EEI e aperistalse), espasmo esofágico difuso, esôfago em quebra-nozes, esôfago hipercontrátil (jackhammer esophagus) e hipomotilidade esofágica.
No planejamento cirúrgico da acalasia, a manometria confirma o diagnóstico, classifica o tipo de acalasia (I, II ou III) e ajuda a determinar a extensão da miotomia necessária, otimizando o procedimento e melhorando os resultados pós-operatórios.
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