Manometria Esofágica: Diagnóstico de Distúrbios de Motilidade

AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2020

Enunciado

Na investigação diagnóstica dos distúrbios do esôfago, qual o exame que propicia um número importante de informações sobre a função do corpo esofágico e do esfincter inferior do esôfago? Também permite ao cirurgião excluir distúrbios primários de motilidade como acalasia, além de possibilitar planejamento do melhor procedimento cirúrgico.

Alternativas

  1. A)  PHmetria esofágica.
  2. B)  Seriografia esofágica.
  3. C)  Arteriografia esofágica.
  4. D)  Manometria esofágica.
  5. E)  Endoscopia digestiva alta.

Pérola Clínica

Manometria esofágica = padrão ouro para distúrbios de motilidade esofágica (ex: acalasia).

Resumo-Chave

A manometria esofágica é o exame que avalia a pressão e a coordenação das contrações do esôfago e do esfíncter inferior, sendo essencial para diagnosticar distúrbios de motilidade e guiar a conduta cirúrgica em condições como a acalasia.

Contexto Educacional

A investigação diagnóstica dos distúrbios do esôfago é um campo complexo, e a escolha do exame adequado é crucial para um manejo eficaz. Dentre as diversas ferramentas disponíveis, a manometria esofágica destaca-se como o padrão ouro para a avaliação funcional da motilidade esofágica. Este exame fornece informações detalhadas sobre a atividade contrátil do corpo esofágico e a função dos esfíncteres, sendo indispensável para o diagnóstico de condições que afetam a deglutição e o trânsito alimentar. A manometria esofágica mede as pressões intraluminais ao longo do esôfago, permitindo identificar padrões de contração anormais, falha no relaxamento do esfíncter inferior do esôfago (EEI) ou hipercontratilidade. É particularmente valiosa na exclusão e classificação de distúrbios primários de motilidade, como a acalasia, que se caracteriza pela ausência de peristalse no corpo esofágico e relaxamento incompleto do EEI. A classificação da acalasia em tipos I, II e III pela manometria de alta resolução tem implicações prognósticas e terapêuticas. Para o cirurgião, a manometria esofágica não apenas confirma o diagnóstico, mas também orienta o planejamento do procedimento cirúrgico, como a miotomia de Heller para acalasia, ao indicar a extensão da disfunção muscular. Compreender os achados da manometria é fundamental para residentes e profissionais da gastroenterologia e cirurgia do aparelho digestivo, garantindo uma abordagem diagnóstica precisa e um tratamento otimizado para pacientes com disfagia e outros sintomas esofágicos.

Perguntas Frequentes

O que a manometria esofágica avalia?

A manometria esofágica avalia a pressão e a coordenação das contrações musculares do corpo esofágico e a função dos esfíncteres esofágicos superior e inferior. Ela mede a amplitude, duração e velocidade das ondas peristálticas, bem como o relaxamento do esfíncter inferior do esôfago.

Quais distúrbios de motilidade esofágica podem ser diagnosticados pela manometria?

A manometria é fundamental para diagnosticar distúrbios como acalasia (falha no relaxamento do EEI e aperistalse), espasmo esofágico difuso, esôfago em quebra-nozes, esôfago hipercontrátil (jackhammer esophagus) e hipomotilidade esofágica.

Por que a manometria é importante no planejamento cirúrgico da acalasia?

No planejamento cirúrgico da acalasia, a manometria confirma o diagnóstico, classifica o tipo de acalasia (I, II ou III) e ajuda a determinar a extensão da miotomia necessária, otimizando o procedimento e melhorando os resultados pós-operatórios.

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