HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2023
Paciente admitida com 38 semanas de gestação, observa-se altura uterina de 42 cm. Durante o parto vaginal ocorreu distócia de ombro e o obstetra inseriu os dedos de uma das mãos na vagina atrás do ombro anterior do feto, empurrando o ombro em direção ao tórax do feto. Esta manobra denomina-se:
Distócia de ombro + dedos atrás do ombro anterior, empurrando para o tórax fetal → Manobra de Rubin II.
A manobra descrita, onde o obstetra insere os dedos na vagina atrás do ombro anterior do feto e o empurra em direção ao tórax fetal, é a Manobra de Rubin II. Esta manobra visa girar o ombro anterior para uma posição mais oblíqua, facilitando a desimpactação e o nascimento.
A distócia de ombro é uma emergência obstétrica imprevisível que ocorre quando o ombro anterior do feto não consegue passar sob a sínfise púbica materna após a saída da cabeça. É uma condição que exige reconhecimento rápido e intervenção imediata para prevenir morbidade e mortalidade materna e fetal significativas. O manejo da distócia de ombro segue uma sequência de manobras, começando pelas menos invasivas. A Manobra de McRoberts (hiperflexão das coxas maternas) é geralmente a primeira. Se não for eficaz, manobras internas como a Manobra de Rubin II ou a Manobra de Woods são empregadas. A Manobra de Rubin II, descrita na questão, consiste em inserir os dedos da mão na vagina, atrás do ombro anterior do feto, e empurrá-lo em direção ao tórax fetal. Isso visa girar o ombro anterior para uma posição mais oblíqua, facilitando sua passagem. A Manobra de Woods, por sua vez, envolve a rotação do ombro posterior em 180 graus. O conhecimento e a prática dessas manobras são cruciais para residentes de obstetrícia, pois a rapidez e a técnica correta podem determinar o desfecho do parto.
Distócia de ombro é a incapacidade do ombro anterior do feto de passar sob a sínfise púbica materna após a saída da cabeça. Fatores de risco incluem macrossomia fetal, diabetes gestacional, obesidade materna, multiparidade e histórico prévio de distócia de ombro.
A Manobra de Rubin II envolve empurrar o ombro anterior do feto em direção ao tórax fetal para girá-lo. A Manobra de Woods (ou saca-rolhas) envolve a rotação do ombro posterior do feto em 180 graus para desimpactar o ombro anterior.
Complicações maternas incluem hemorragia pós-parto, lacerações vaginais e perineais. Complicações fetais são mais graves e incluem paralisia do plexo braquial, fratura de clavícula ou úmero, asfixia e, em casos extremos, morte fetal.
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