SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2020
Paciente submetido a Laparotomia Exploratória devido a trauma abdominal fechado. No intra-operatório, visualizada lesão hepática com hematoma subcapsular pequeno e sangramento proveniente do hilo hepático. Realizado ligadura dos pequenos vasos hepáticos sem melhora do sangramento. A conduta tomada a seguir pelo cirurgião foi a colocação de um clampe vascular no hilo hepático. Essa manobra é conhecida como:
Sangramento hepático incontrolável → clampeamento do hilo hepático (artéria hepática e veia porta) = Manobra de Pringle.
A Manobra de Pringle é uma técnica cirúrgica essencial para o controle temporário de sangramentos hepáticos graves. Consiste no clampeamento do pedículo hepático (hilo), que contém a artéria hepática e a veia porta, interrompendo o fluxo sanguíneo para o fígado e permitindo a identificação e reparo da lesão.
A Manobra de Pringle é uma técnica cirúrgica fundamental no manejo de traumas hepáticos com sangramento ativo e incontrolável. Ela consiste no clampeamento temporário do pedículo hepático, que contém a artéria hepática própria e a veia porta, interrompendo o fluxo sanguíneo para o fígado. Esta manobra permite ao cirurgião uma melhor visualização do campo operatório e a possibilidade de identificar e reparar as lesões sangrantes. A importância clínica da Manobra de Pringle reside na sua capacidade de reduzir a perda sanguínea maciça, que é uma das principais causas de mortalidade em pacientes com trauma hepático grave. Ao controlar o sangramento, ela ganha tempo para a estabilização hemodinâmica do paciente e para a realização de procedimentos definitivos. Embora eficaz, a Manobra de Pringle não pode ser mantida indefinidamente devido ao risco de isquemia hepática. Geralmente, é realizada por períodos de 15 a 20 minutos, seguidos por 5 minutos de reperfusão, para minimizar o dano isquêmico-reperfusão. O conhecimento e a aplicação correta desta manobra são essenciais para residentes e cirurgiões que atuam em emergências abdominais.
O objetivo principal é controlar temporariamente o sangramento hepático, clampeando o pedículo hepático (artéria hepática e veia porta) para permitir a identificação e reparo da lesão.
As estruturas clampeadas são a artéria hepática e a veia porta, que compõem o pedículo hepático no hilo.
A manobra pode ser mantida por períodos curtos, geralmente 15-20 minutos, com intervalos de reperfusão para evitar isquemia hepática grave. Períodos mais longos podem ser tolerados com hipotermia ou isquemia intermitente.
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