CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2020
Paciente vítima de ferimento por arma de fogo em hipocôndrio direito. Foi submetido a laparotomia com identificação de lesão hepática grave. O cirurgião realizou uma manobra para diminuir o sangramento, clampeando o hilo hepático. Quais estruturas foram clampeadas?
Manobra de Pringle = clampeamento da tríade portal (artéria hepática, veia porta, ducto colédoco).
A manobra de Pringle é uma técnica cirúrgica utilizada para controlar o sangramento hepático, que consiste no clampeamento temporário do hilo hepático, interrompendo o fluxo sanguíneo da artéria hepática e da veia porta, além do fluxo biliar pelo ducto colédoco.
A manobra de Pringle é uma técnica fundamental na cirurgia de trauma e hepática, utilizada para controlar hemorragias graves do fígado. O fígado é um órgão altamente vascularizado, e lesões podem resultar em sangramentos maciços e potencialmente fatais. O conhecimento dessa manobra é crucial para cirurgiões. Essa manobra consiste no clampeamento temporário do pedículo hepático (hilo hepático), que contém as estruturas da tríade portal: a artéria hepática própria, responsável pela irrigação arterial do fígado; a veia porta, que transporta sangue rico em nutrientes do trato gastrointestinal; e o ducto colédoco, que drena a bile. O clampeamento dessas estruturas reduz significativamente o fluxo sanguíneo para o parênquima hepático, permitindo o controle da hemorragia e a reparação da lesão. Embora eficaz, a manobra de Pringle deve ser utilizada com cautela devido ao risco de isquemia hepática. O tempo de clampeamento deve ser o menor possível, geralmente intermitente, para minimizar o dano isquêmico-reperfusão. É uma medida temporária que visa estabilizar o paciente e permitir a hemostasia definitiva.
A manobra de Pringle é o clampeamento temporário do hilo hepático para controlar sangramentos em lesões hepáticas, especialmente em traumas ou cirurgias. Ela reduz o fluxo sanguíneo para o fígado, facilitando a reparação.
Durante a manobra de Pringle, as estruturas da tríade portal são clampeadas: a artéria hepática própria, a veia porta e o ducto colédoco.
Os riscos incluem isquemia hepática prolongada, que pode levar a disfunção hepática. A manobra é limitada pelo tempo de clampeamento e não controla sangramento das veias hepáticas ou da veia cava inferior.
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